A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou ontem os dados de desempenho da indústria automotiva nacional e confirmou o que já se imaginava: o recorde na produção e venda de veículos. Em março, último mês de abono do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), foram vendidos 353,7 mil veículos, incluídos nessa soma carros, caminhões, comerciais leves e ônibus. O recorde anterior fora registrado em setembro de 2009, quando foram comercializados 308,7 mil unidades. A marca histórica alcançada no mês passado significa uma alta de 60,1% em relação a fevereiro de 2010, e aumento de 30,3% sobre março do ano passado.

Essa demanda fora do comum implicou em elevação de produção, que também bateu seu recorde, que era de 318,4 mil unidades, em julho de 2008. Foram produzidos em março 330,9 mil veículos (também considerando-se carros, caminhões, comerciais leves e ônibus), uma alta de 32,5% sobre fevereiro e 20,3% em cima de março de 2009. Para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, o recorde ocorreu por conta da iminência do fim do desconto do IPI, mas também pela economia, que está aquecida. Schneider também acredita que o “volume de produção e vendas em abril e maio devem cair e somente em junho veremos novamente uma retomada”. Para o fechamento de 2010, a entidade prevê que 3,4 milhões de veículos sejam comercializados.

A líder de vendas (considerando automóveis e comerciais leves) é a Fiat, que no primeiro trimestre de 2010 comercializou 137.063 veículos, seguida pela Volkswagen (133.106), General Motors (132.322) e Ford (64.851).

Rodrigo Mora

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