Quando os jovens brasileiros estão próximos de completar 18 anos, chega o momento esperado por muitos: tirar a carteira de motorista. Oficialmente nomeado como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o documento concede ao cidadão o direito de dirigir automóveis em todo o território nacional. 

O processo para obtenção da CNH na categoria B, destinada aos motoristas de carros de passeio mudou. Nova carga horária e novos conteúdos pedagógicos foram adicionados para preparar melhor os futuros motoristas. 

A especialista em segurança, educação para o trânsito e formação de condutores, Roberta Torres, explica quais são os sete passos para conseguir a tão sonhada carteira de motorista. 

1. A escolha da autoescola: O primeiro passo é escolher o Centro de Formação de Condutores (CFC), mais conhecido como autoescola, que prestará todo o apoio necessário ao candidato. No CFC, o aluno realizará outras etapas para chegar à CNH. 

2. Exames: O candidato deve submeter-se a dois exames iniciais: psicológico e de aptidão física e mental, que serão realizados em clínicas e/ou com profissionais credenciados e indicados pelo Detran 

3. Curso teórico-técnico: O terceiro passo é o curso teórico. Nele, os candidatos à obtenção da CNH terão 45 horas/aula com conteúdo pedagógico determinado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Neste momento, os candidatos aprenderão sobre regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro, direção defensiva, primeiros socorros, meio ambiente e cidadania e mecânica básica. 

4. Exame teórico: Em seguida, é a hora de realizar o exame teórico, aplicado pelo Detran, no qual serão avaliados os conhecimentos do futuro motorista acerca do conteúdo apresentado nas 45 horas/aula de curso. 

5. Aulas no simulador de direção: Nesta etapa, os candidatos à CNH serão submetidos a treinamento simulado de acordo com conteúdo pedagógico determinado pelo Contran. Ele é apresentado a situações que não poderiam ser reproduzidas e treinadas em vias públicas em segurança. As aulas são evolutivas e o aluno vivencia ambientes que reproduzem a realidade, em situações com diferentes graus de dificuldade, e conhece a forma correta de reagir a estes eventos. Dessa forma o candidato pode fixar o conteúdo teórico aprendido, conhecer os comandos e controles básicos do carro e ter a experiência de conduzir em situações como direção em rodovias, serras, sob neblina, chuva e aquaplanagem, além de aulas em cenário noturno e sob efeitos do álcool no organismo, complementando assim a grade pedagógica para uma boa formação teórica e prática. Quem desejar pode ainda realizar mais três aulas facultativas no simulador, sendo elas de conteúdo noturno. Alguns estados² determinam que a aula no simulador aconteça depois da emissão da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular (LADV). Em outros, elas podem acontecer antes. Os alunos devem verificar esta determinação junto ao CFC ou ao Detran. Em alguns estados do Brasil, os simuladores de direção ainda não estão totalmente implementados nas autoescolas. Porém, mesmo sem a realização desta etapa, os alunos não serão prejudicados, pois realizarão toda a carga horária prática (25 horas/aula) no veículo. 

6. Aulas práticas no veículo: Nesta etapa, o aluno realizará 20 aulas práticas no veículo, ou 17, caso tenho optado por realizar as três aulas de conteúdo noturno no simulador de direção veicular. O candidato será submetido à direção em vias públicas com fluxo de veículos e pedestres. Com o resultado da prática no simulador, que emite um relatório com incidências de erros de conduta, infrações de trânsito e pontos que o aluno teve mais dificuldade, pode-se intensificar a prática de situações que precisam ser aprimoradas. 

7. Exame de direção: Finalizadas as aulas práticas, o último passo para a obtenção da carteira de motorista é o exame de direção. Nele, a capacidade dos futuros motoristas será avaliada a partir de uma série de critérios previamente determinados pelos órgãos responsáveis 

Redação

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