Uma boa notícia para os antigomobilistas. Um Bugatti Type 64 de 1939 que nunca foi terminado será enfim concluído. O veículo, ou melhor, a parte dele que foi construída, é uma das peças mais preciosas do museu do famoso colecionador norte-americano Peter Mullin, que expõe seus carros em Oxnard, na Califórnia. E como a maioria dos carros antigos, o Bugatti não terminado tem uma história rica.

O Type 64 seria um presente de Ettore Bugatti, fundador da marca, para seu neto mais velho Jean, que por sinal era piloto de testes da fábrica. No entanto, Jean Bugatti sofreu um acidente com a bordo de um Type 57 de corrida, o então bólido campeão das 24 Horas de Le Mans, e morreu. Inconsolado, Ettore interrompeu a produção do carro que daria ao seu primeiro neto.

O exemplar ficou guardado até a morte de Ettore, em 1947, e então passou diferentes donos até chegar a sua casa atual nos Estados Unidos. A Bugatti já havia concluído a construção do chassi com toda mecânica e estava começando a confecção da cabine. A carroceria de alumínio, que tinha o formato clássico dos cupês esportivos dos anos 30, nunca foi instalada.

Mas o museu de Mullin, após uma série de estudos com modelos antigos da Bugatti, recriou o projeto da carroceria original, o que permitirá moldar novas peças. A entidade, porém, ainda não divulgou quando o Type 64 de Jean Bugatti finalmente ficará pronto. Já são mais de 72 anos de espera.

Thiago Vinholes

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