Tidos como mais seguros que os carros conduzidos por humanos, os veículos autônomos são tratados como o futuro do mercado automobilístico mundial. Não é à toa que até o Google investe pesado na tecnologia, mas, curiosamente, seu sistema sofreu três acidentes desde setembro, quando o governo americano permitiu que os modelos Lexus RX450h pudessem circular nas estradas da California.

Segundo a agência Associated Press, outro veículo pertencente à Delphi também teve uma colisão no período, apesar dos sistemas embarcados teoricamente serem mais ágeis para evitar um acidente.

O problema é que um dos grandes trunfos dos carros autônomos é justamente a segurança elevada. Acreditava-se que a chance deles se envolverem em acidentes era muito baixa, mas os acidentes colocaram essa impressão em xeque.

Chris Umson, chefe do projeto do Google, disse num artigo recente que “mesmo que o software e sensores possam detectar uma situação complicada e tomar medidas mais rápido do que um motorista humano, às vezes não seremos capazes de superar as realidades de velocidade e distância”, explicou.

Além das duas empresas, Nissan, GM, Audi, entre outras, estudam a tecnologia que começará a ser empregada em escala comercial até o final da década. O Google argumenta que mesmo esses incidentes (nenhum deles provocou ferimentos nos ocupantes) são uma parte insignificante no total de horas de testes já realizadas – a empresa diz que roda cerca de 17 mil km por semana com sua frota.

Apesar dos problemas, o Google deixou claro que não pretende desistir de testar seus carros nas ruas. Para ele, é crucial rodar em locais públicos, por mais que a experiência tenha sido um tanto ‘maluca’. Sem o feedback das ruas, é impossível aprender, garante o gigante da internet.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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