Os produtores de algodão dos Estados Unidos podem encarecer o valor dos carros produzidos no país e vendidos no Brasil. O reflexo um tanto improvável se tornou realidade por causa do subsídio que o governo americano forneceu aos seus agricultores e que prejudicaram a venda do algodão brasileiro.

Julgada pela OMC, a Organização Mundial do Comércio, a reclamação brasileira foi considerada justa e com isso o governo do presidente Lula pode retaliar produtos importados dos Estados Unidos.

Para não prejudicar o setor produtivo, máquinas e outros equipamentos foram deixados de lado. Em seu lugar, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior optou por aumentar a taxação de produtos de luxo, entre outros específicos.

E os automóveis importados estão entre eles. Curiosamente, quase nenhum veículo vem do país devido ao custo de produção local. Das marcas americanas, apenas a Chrysler traz os modelos Cherokee e Town & Country. Quem tem mais a perder mesmo são os alemães. Mercedes-Benz e BMW produzem lá os utilitários esportivos ML, GL, X5 e X6.

Caso não surja um acordo em 30 dias, a alíquota pulará dos já absurdos 35% para 50%. A medida tem prazo de um ano de duração e pode prejudicar a importação do sedã Malibu que a Chevrolet há algum tempo planeja fazer.

A resolução da Camex, a câmara de comércio exterior, no entanto, surpreende por incluir entre a lista de produtos atingidos os “Automoveis c/motor explosao,cil<=1000cm3”. Ou seja, populares importados dos Estados Unidos. Pelo jeito, quem definiu a lista não sabe que os americanos abominam carros fracos que dirá com motor 1.0 litro - para eles isso é motor para cortadores de grama.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/