Durante o lançamento da linha 2011 do C3, os executivos da Citroën mostraram-se seguros e otimistas em crescer em vendas este ano. Isso após um 2009 fraco causado pela estratégia conservadora na produção que acabou deixando suas concessionárias sem veículos para vender.

Domingos Boragina, diretor comercial da marca, prevê que as vendas saltaram de 69 mil no ano passado para quase 100 mil unidades em 2010. Parte desses mais de 30 mil carros será absorvida pelos atuais modelos, mas cerca de 10 mil carros serão de um novo modelo ao qual Boragina se referiu apenas como A58.

Apesar do mistério, o modelo em questão é o C3 Picasso, uma versão minivan do compacto já sobre uma nova plataforma. O veículo já está em processo adiantado de desenvolvimento e terá uma versão com visual off-road que deve ser a primeira a desembarcar em setembro.

Boragina também deixou no ar que o modelo pode não se chamar C3 Picasso XTR, como foi dito inicialmente, mas um dos nomes cotados – Air-cross – teve seu registro negado por oposição, ou seja, alguma outra empresa tem interesse nele também. A situação, segundo o INPI, o órgão de registro de patentes, continua assim desde julho do ano passado.

Mesmo com o contra-tempo, a chegada do C3 Picasso é o início de uma nova fase na empresa francesa, que quer conquistar 3% do mercado em 2010 e ampliar essa presença com novos produtos como a próxima geração do C3 e a linha premium DS.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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