Ingressar no tão desejado segmento premium se tornou uma realidade para 450 brasileiros, que a partir de abril terão em suas garagens o A1, compacto que será o grande responsável na busca da Audi pela liderança na categoria – no Brasil e no mundo. A pré-venda do modelo, que custa R$ 89.900 em configuração única de acabamento e motorização, começou logo após o Salão do Automóvel, em dezembro.

A informação foi revelada por Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Audi do Brasil, durante o lançamento do RS 3, em Mônaco (AUTOO trará as primeiras impressões e fotos exclusivas do modelo amanhã).

Felizmente, o consumidor do A1 não caiu (e espera-se que continue assim) na tediosa rotina do preto e prata, preferindo personalizar seu compacto (além de cores diferenciadas, o A1 tem um arco no seu perfil que permite numerosas variações). Segundo Kakinoff, 85% dos carros são exclusivos – índice bem acima dos 50% esperados.

Ao contrário do que se imagina, 40% dos veículos da Audi são financiados. Mas, ainda de acordo com o executivo, nem todos por necessidade, mas sim por conveniência: boa parte dos clientes da marca alemã têm aplicações que rendem mais do que os juros aplicados no financiamento, tornando-se desvantajoso pagar o automóvel à vista. O A1 terá planos especiais de financiamento, ainda não revelados pela empresa.

Líder em 2015

Segundo suas previsões, reveladas na semana passada durante a divulgação do balanço fiscal, a Audi dobrará suas vendas para 6.500 unidades anuais no mercado brasileiro – caso supere alguns entraves na produção, esse número chegará a 7.000 carros até o final do ano. Para isso, o passo mais importante será aumentar o portfólio de modelos: se em 2009 e 2010 a marca tinha 17 e 30 modelos, respectivamente, em 2011, até junho, serão 35 – sem contar os que chegarão no segundo semestre, que ainda poderão ganhar a companhia de outros ainda não confirmados/anunciados.

Outro ponto fundamental é a rede de concessionárias, que pulará dos atuais 21 para 42 pontos em 2015, ano em que se vê à frente de BMW e Mercedes-Benz – no Brasil e no mundo – na liderança do segmento. “O mercado brasileiro de carros premium crescerá anualmente 20% nos próximos três anos, e a Audi crescerá significativamente acima do mercado”, avisa Kakinoff.


*Viagem feita a convite da Audi do Brasil

 

Rodrigo Mora

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