Jan Ake Jonsoon fez uma apresentação diferente no Salão de Paris, na semana passada. O novo presidente da Saab, marca sueca que foi vendida pela GM para a empresa Spyker, da Holanda, foi realista ao falar da situação da montadora, que por pouco não foi encerrada. Mas também mostrou otimismo ao dizer que nos próximos anos a linha de produtos será ampliada como nunca em sua história.

É a saída para sobreviver num mundo cada mais competitivo e globalizado. E as marcas que não pensavam numa presença mais diversificada no mundo estão pagando caro hoje, sobretudo as que se concentraram nos mercados mais ricos, como a própria Saab.

A marca sueca, sob as mãos da GM, focou seus produtos nos Estados Unidos e Europa e ignorou mercados emergentes como a China e a Índia, entre outros. Agora, a montadora resolveu abrir frentes em outros territórios e a China, claro, é a prioridade, onde hoje conta apenas com um modesto representante.

Perguntados sobre o Brasil, os executivos da Saab revelaram ao AUTOO com exclusividade que nosso mercado é a bola da vez, após os chineses. “Sabemos da importância do seu país e de como o mercado tem crescido por lá”, nos disse um funcionário da marca que preferiu não se identificar. “O Brasil está nos planos, mas não posso lhe adiantar detalhes”, explicou.

A estratégia mais provável da Saab é encontrar um parceiro que possa cuidar da rede inicial e que tenha conhecimento das peculiaridades dos consumidores daqui. A empresa vê inclusive como um trunfo nas mãos o fato de seus carros usarem etanol como combustível, mas numa mistura diferente da brasileira.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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