A carreira do Dacia Duster, que chega ao Brasil em setembro deste ano como Renault, não começou bem. O modelo recebeu apenas três estrelas nos testes de colisão da Euro NCAP, entidade referência em segurança veicular na Europa. Em comunicado, o órgão ainda afirma que é “decepcionante” o fato da Renault não priorizar a segurança para os veículos de sua submarca romena Dacia. No Velho Continente, os resultados de crash-test são um importante artifício para as vendas de automóveis. Por aqui, esse tipo de avaliação ainda não é feita.

Nos ensaios da Euro NCAP, o Duster foi apenas razoável na proteção para os passageiros, apresentando pouca proteção em especial para o pescoço e tórax dos ocupantes.  No que diz respeito a proteção de crianças, alojadas em cadeiras especificas, o modelo também não obteve resultado satisfatório. Pior ainda na segurança para pedestres, que sofreriam sérios danos no caso de atropelamento. A entidade ainda critica a marca por conta do controle eletrônico de estabilidade (ESP) ser um item opcional para o carro.

 

A entidade realiza os testes de colisão frontal com os carros a 64 km/h. Também na mesma velocidade é lançada uma estrutura de aço contra a lateral do carro, no intuito de avaliar a resistência dos veículos nesse tipo de impacto. A rodada de colisões mais recente da Euro NCAP também avaliou com cinco estrelas o Mitsubishi ASX, modelo já disponível no mercado brasileiro, e o Nissan Juke, outro carro que pode pintar em breve no país.

Primeiro elétrico contra o muro

Além dos modelos convencionais, a última bateria de crash-tests da Euro NCAP também contou com a presença do Mitsubishi i-MiEV, o primeiro veículo elétrico a passar pelo crivo da entidade. E o resultado foi bom. Na avaliação de segurança para passageiros, crianças e pedestres, o modelo obteve uma média de quatro estrelas. Observou-se também a integridade da bateria e funcionamento satisfatório do interruptor de corte da mesma, livrando o carro de perigos elétricos ou risco de incêndio.

 

Thiago Vinholes

|