Ele foi o primeiro automóvel chinês a desembarcar no Brasil e sofreu por isso. O M100, da Effa, começou a ser vendido em abril de 2008, mas nunca chegou a atingir um volume significativo, mesmo chegando a custar menos que o Mille, da Fiat, durante alguns meses.

Além da rede modesta e da falta de divulgação, o M100 foi recebido com desconfiança por um público que até então mal tinha visto um carro chinês em território nacional. Mas a construção precária e o pós-venda quase inexistente também contribuíram para justificar a má fama, acentuada após um exemplar do modelo ter sido reprovado pela revista Quatro Rodas em seu teste de longa duração – o Effa nem completou os 60.000 km planejados por apresentar problemas de segurança.

Com apenas 780 unidades vendidas em três anos, a Effa agora relança o M100 com melhorias efetuadas em sua construção. A marca responsável pelo modelo original, a Changhe, passou a contar com a supervisão da Suzuki, parceira no projeto, que promoveu diversas mudanças no compacto como troca de vários componentes que vão de suspensão ao sistema da direção, que agora é elétrico. Além disso, os quatro vidros passam a ser elétricos e as rodas, de liga leve, entre outros detalhes menores.

A contrapartida foi ver seu preço subir. Agora o M100 custa R$ 25.980 na versão única vendida no Brasil. Sorte que agora, diferentemente da época de sua chegada ao Brasil, já há outras marcas do país e ver carro chinês nas ruas passou a ser algo comum.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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