Tipo de transporte que responde por 60% das movimentações de cargas e 90% dos deslocamentos de passageiros, o transporte terrestre ainda carece de muito investimento, segundo revela o Anuário CNT do Transporte revelado nesta segunda-feira (30).

A profunda pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que ao longo dos últimos 15 anos a malha rodoviária do país cresceu 23,2%, uma média de apenas 1,5% ao ano. De acordo com o relatório, o Brasil contava com 170,9 mil quilômetros de estradas pavimentadas, número que subiu para 210,6 mil em 2015.

O Estado de Minas Gerais é que tem a maior parte das vias pavimentadas, com 25.823,9 km, seguido por São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Já aqueles que têm menor malha pavimentada são Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km).

Além de deficiente para suprir as necessidades do país, a malha rodoviária ainda encontra-se em péssimas condições. Outra pesquisa também realizada pela CNT em 2015 revela que 48,6% do pavimento da extensão avaliada em algumas rodovias do país mostrava-se regular, ruim ou péssimo. Se levadas em conta as condições gerais das estradas, incluindo sinalização e geometria da via, o número atinge 57,3% das vias com problema.

Outro dado interessante do Anuário CNT do Transporte é a constatação de que o Brasil foi o responsável pela fabricação de 83,6% dos veículos comercializados no Mercosul em 2014, o que equivale a cerca de 3,1 milhões de unidades. A vizinha Argentina, por sua vez, foi a responsável por outros 16,4% da produção. O México segue na liderança da América Latina, com uma produção de 3,4 milhões de veículos no ano em questão.

César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

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