Nem tudo são flores na sede da Fiat, em Turim. Apesar da ousadia de seu presidente, Sergio Marchionne, em assumir a combalida Chrysler e os bons resultados na Europa e no Brasil, existe uma dor de cabeça para ele.

Ela se chama Alfa Romeo. A admirada marca, fundada em 1910 e comprada pela Fiat em 1986, teria dado prejuízo de quase 400 milhões de euros na última década. Para tentar resgatá-la, Marchionne nomeou Harald Wester como seu novo CEO – Wester comanda também a Maserati e a Abarth.

A missão dele é recuperar o lucro este ano, caso contrário a situação da Alfa pode se complicar. Segundo o jornal Automotive News, há duas alternativas. A primeira é interromper os investimentos e tentar emplacar o novo hatch Giuletta, sucessor do 147. Com isso, o desenvolvimento dos sedãs sucessores do 159 e do 166 seria interrompido. A Alfa se concentraria apenas no Giuletta e no pequeno MiTo, seus dois produtos mais novos – os demais deixariam a linha de produção aos poucos.

A outra opção, mais provável, é economizar dinheiro utilizando plataformas da Chrysler para lançar sedãs capazes de suceder o 159 e o 166.

Apesar da marca ter crescido em 2009 – cerca de 8% -, o nível de vendas de 110,5 mil carros é muito baixo se comparado a 2000 quando foram comercializadas 203 mil unidades.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/