“O melhor carro já produzido pela Ferrari” foi apresentado hoje no Brasil. A definição sobre a 458 Italia é de Francisco Longo, presidente do Grupo Via Itália, importadora oficial da fabricante italiana no País. Lançado no Salão de Frankfurt, em setembro, o novo superesportivo chega ao Brasil – primeiro país da América Latina a recebê-lo – no segundo semestre, com preço sugerido de R$1.600.000.

Evolução do F430, o 458 Italia leva motor (traseiro) de 4.5 litros V8 (daí o nome do carro), com 570 cavalos de potência a 9.000 rpm, 127 cv/litro de potência específica e 54 kgfm de torque 6.000 rpm. Trata-se do primeiro motor da Ferrari com injeção direta de combustível. A transmissão é do tipo automatizada, de dupla embreagem e com sete marchas. Segundo a Ferrari, foi desenvolvida especialmente para acompanhar a curva de torque do novo motor V8, permitindo que 85% do torque esteja disponível em baixas rotações, e ao mesmo tempo velocidade máxima elevada. Parece ter surtido efeito: aceleração até os 100 km/h em 3,4 segundos e máxima de 325 km/h.

A Ferrari garante que o 458 Italia é um esportivo inovador sob uma série de aspectos: motor, design, aerodinâmica, dirigibilidade, instrumentação, conforto, ergonomia, etc. Mas Lorenzo Cussigh dá um exemplo “emocional” (e mais interessante do que a sopa de letras que se refere à tecnologia) do que é o 458. “Nós passamos centenas de horas para construir o som do carro. É como um concerto. Os engenheiros transformaram todas as partes internas, não só para ter um som externo perfeito, mas também para sentir-se a intensidade certa do motor quando se está dirigindo”, explica o gerente Geral da Ferrari para a América Latina.

Segundo Francisco Longo, a estimativa da Via Itália é crescer 100% em 2010. “Nós vendemos 20 unidades no ano passado tendo um só produto, que era a F430. Agora, com a California e a 458 Italia, queremos vender 40 unidades. Ainda não temos certeza, mas a idéia e trazermos 20 unidades da 458 para o Brasil”. O presidente da importadora acredita que a 458 ficará um bom tempo em nosso mercado. “Se você analisar o ciclo de vida dos 8 cilindros da Ferrari, verá que eles têm uma vida de cinco anos. Acredito que esse carro, que está à frente dos dias de hoje um três anos, chegará ao término do seu ciclo de vida, em meados de 2014, 2015, ainda muito atual, como ocorreu com a 430”, prevê Longo.

Rodrigo Mora

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