O que era um boato ontem (19), foi confirmado hoje pela Fiat e o grupo Cerberus: a montadora italiana assumirá, se tudo correr como planejado, 35% da Chrysler, a 3ª maior fabricante de veículos dos Estados Unidos. A aliança significa a possível sobrevivência das duas empresas, já que o mercado acredita numa concentração de empresas nos próximos anos.

A pouco provável ligação entre os dois grupos esconde o fato que elas têm muitas áreas em que podem se complementar. A Fiat, por exemplo, quer ter uma maior participação no mercado dos Estados Unidos e a parceria poderia ajudar, já que a marca italiana utilizaria as fábricas e os empregados da Chrysler para introduzir o 500 e modelos da Alfa Romeo no país da América do Norte.

Por outro lado, além de ter o dinheiro necessário para continuar viva, a marca norte-americana poderia utilizar os propulsores menores da Fiat para ampliar sua participação em segmentos mais procurados neste momento de crise financeira.

Diferentemente da união com a Daimler, cuja linha de produtos era direcionado para o público de classe A, a Fiat pode recolocar a Chrysler e suas duas marcas - Dodge e Jeep - em contato com clientes de classe média e de mercados em que ela ou não atua ou o faz em pequena escala, como o próprio Brasil.

Por esse raciocínio, a Fiat teria acesso à plataformas em que não tem know-how, como utilitários esportivos e picapes médias. A tão sonhada picape brasileira poderia vir dessa parceria, por exemplo.

Apesar das perspectivas positivas, ainda é cedo para garantir que a aliança esteja consolidada.

Redação

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