O compacto Mobi deveria ser um sopro de recuperação para a Fiat no mercado de compactos, após a saída de linha do Mille e o aumento da concorrência no mercado de compactos. Pequeno, ‘urbano’ e com visual inspirado em SUVs, o hatch popular chegou mesclando algumas novidades, como o dock que transforma o smartphone em central multimídia, mas muita coisa já conhecida do Uno, caso do motor, câmbio e dirigibilidade.

O problema é que o modelo chegou com uma faixa de preços até mais cara que a do Uno (que teve a versão de entrada Vivace descontinuada para não concorrer com a novidade). Com menos espaço que seu antecessor, o Mobi não parece um bom negócio, impressão que foi confirmada com as vendas abaixo do esperado.

Em julho, melhor mês até agora, foram 3,6 mil unidades, mas apenas 650 carros a mais que o agora mais caro Uno. Ao menos neste mês, a montadora decidiu promover o modelo com um preço abaixo de R$ 30 mil, valor que parece justo pelo que ele oferece.

A versão Easy, assim, deixa de custar R$ 31.900, passa a sair por R$ 29.990 e torna o Mobi o carro da Fiat mais barato do Brasil, um título nada desprezível. Mas há que observar que a estratégia de preços da Fiat não é diferente de nenhuma outra marca. Quando lançam produtos novos, todas testam a percepção de valor com os consumidores – veja o caso da Honda com o Civic Touring por astronômicos R$ 125 mil. É o famoso “se colar, colou”. Que bom que depois disso, a realidade se impõe.

 
 
Fiat Mobi 2017
 
Fiat Mobi 2017
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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |