O que parecia impossível ganha contornos cada vez mais reais. A disposição da Fiat de comprar a Opel – o braço europeu da GM – e as filiais do Brasil e Argentina é tamanha que uma teórica união das duas empresas na nova gigante automobilística pode ocorrer em breve.

Segundo o jornal New York Times, a General Motors estaria disposta a vender o que quer a Fiat, mas em troca de dinheiro, a montadora dos Estados Unidos quer 30% do gigante que surgirá da união da Fiat com a Chrysler, Opel e as GM brasileira e argentina.

De acordo com o Times, a Fiat teria oferecido apenas 10% de participação, o que mostra que as duas empresas têm interesse no negócio. Um dos fatores que motiva a parceria é que as subsidiárias sul-americanas da GM dependem muito dos produtos da Opel, embora a estratégia nos últimos têm sido diminuir isso ao trazer modelos como o Captiva e o futuro sedã Cruze, projetos sul-coreanos.

Por outro lado, a Fiat tem enorme interesse em dominar mercados como o do Brasil, onde ambas são lucrativas – a Opel, ao contrário, é deficitária e com concorrentes mais pesados.

Apesar de barganhar a venda dessas unidades, a GM está com a corda no pescoço – teve mais um prejuízo assombroso no 1º trimestre (US$ 6 bilhões) e precisa apresentar um plano convincente aos credores e ao governo até o dia 1º de junho, data limite imposta por Barack Obama para evitar a concordata.

Se realmente acontecer, será uma nova aproximação entre os dois grupos após o fracasso da primeira aliança no começo do século que culminou com o pagamento de uma enorme multa para a Fiat.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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