O retorno da Fiat aos EUA e sua fusão com a Chrysler – que já começa a dar origem a modelos “gêmeos” – pode trazer mudanças radicais ao grupo. A medida mais extrema deixará alguns italianos furiosos: Sergio Marchionne, CEO do grupo, quer transferir a sede da Fiat para os EUA. “Nos próximos dois ou três anos, nós poderíamos estar olhando para uma entidade, que poderia ser baseada aqui. Estamos de olho em alternativas e cenários. Mas primeiro precisamos integrá-las (Fiat e Chrysler) operacionalmente e depois olhar para a governança”, justifica o executivo.

Se realmente levar a ideia à frente, Marchionne encontrará resistência. Inúmeros ministros já esperam o retorno do executivo à Itália para convencê-lo a mudar de idéia, mantendo a Fiat sediada em Turim. A principal preocupação dos governantes é perder para os EUA um dos seus principais símbolos de patriotismo e uma das principais multinacionais do país. O conselho da Fiat tenta jogar panos quentes na declaração de Marchionne, explicando que no futuro a marca terá quatro bases: Brasil, EUA, Asia e Turim, sendo sua sede concentrará as principais ações.

Rodrigo Mora

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