Não é de hoje que a Fiat demonstra dificuldade em atuar em segmentos mais caros. Especialistas nos carros compactos e baratos, a montadora italiana tenta ano após ano quebrar essa imagem e tornar seus modelos atraentes para um público mais exigente. Mas o resultado continua pífio.

É o caso do Bravo, hatch médio que chegou ao Brasil apenas em 2010, mas que na Europa já é vendido desde 2007. Tal qual seus antecessores, o modelo dececpcionou nas vendas – a meta era emplacar 120 mil unidades por ano mas no melhor momento do carro, em 2008, foram menos de 100 mil carros. Pior: no ano passado, o Bravo teve pouco menos de 45 mil vendas contra mais de 500 mil do Golf, seu rival e líder da categoria.

Segundo apurou o jornal Automotive News, Sergio Marchionne, principal executivo do grupo, pensa em lançar em 2013 um crossover no lugar do Bravo. Com carroceria semelhante a de um hatch, mas com altura maior e arquitetura mais versátil, o crossover poderia ampliar o público do carro além de surpreender as concorrentes.

Um sinal disso é que o Qashqai, crossover da Nissan, ocupa hoje a 5ª posição entre os modelos médios na Europa. Outro bom exemplo é o X1, da BMW, um crossover que tem mais vendas que o hatch Série 1, que custa até um pouco menos que ele.

Enquanto isso, Marchionne pesa se vale a pena manter o Bravo com vendas tão baixas – segundo a marca, para ser rentável são necessárias 75 mil vendas por ano.

Início lento

Lançado com atraso no Brasil, o Bravo substituiu o Stilo mas até agora não chegou nem perto do volume atingido pelo seu irmão mais velho. O Fiat ocupa apenas a 8ª posição entre os hatches médios, com 2.015 unidades vendidas até março – confira o ranking dos hatches médios mais vendidos em 2011.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/