A Ford está lançando no Brasil o novo Fusion 2010, sedã que é fabricado no México. Com visual modernizado, o modelo agora conta com uma nova versão com motor V6 3.0 litros de 243 cv de potência e tração integral.

Também a versão de entrada, que usava motor 2.3, tem novidades: esse bloco foi ampliado para 2.5 litros e agora rende 173 cv, 12 a mais que o anterior, além de estar mais econômico, fruto da necessidade de melhorar a eficiência dos carros vendidos nos Estados Unidos.

Os preços sugeridos mostram a força que os produtos mexicanos têm no Brasil: sem taxa de importação, o Fusion 2.5 chega por R$ 84 900 e o Fusion V6, por R$ 99 900. São preços muito mais em conta que o de similares nacionais ou importados de outros países, exceto a Coréia do Sul, de onde vem o Hyundai Azera, hoje o melhor custo-benefício do mercado.

Linhas mais modernas

O visual dianteiro, apesar de a grade cromada ter ficado maior ainda, tem linhas mais harmoniosas. Os faróis retangulares deram lugar a um conjunto horizontal elegante. Já a traseira recebeu poucas modificações – o desenho da tampa do porta-malas ganhou detalhes e um pequeno ressalto no alto, que acompanha as linhas das lanternas, mais destacadas.

O painel do carro, um dos aspectos mais antiquados na versão anterior, foi redesenhado. Os mostradores agora são três com iluminação azulada. O console central recebeu o sistema multimídia Sync, criado em parceria com a Microsoft e que reúne DVD, CD player com MP3, Bluetooth e centraliza as configurações do veículo como o ar-condicionado e o conjunto de som da marca Sony, tudo pela tela sensível ao toque.

Dirigibilidade ao gosto do brasileiro

As modificações no Fusion não seguiram recomendações dos clientes brasileiros, mas é como se fosse. A suspensão foi recalibrada para deixar o Fusion “mais no chão” sem perder o conforto. O volante, embora continue grande demais, está mais ágil graças à redução do diâmetro de giro em 1,4 m.

A versão 2.5 acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos – quatro décimos a menos que a anterior. Já o V6 faz o mesmo em 8,5 segundos, um bom número para um carro que pesa 1 650 kg. A velocidade máxima de ambos é limitada a 180 km/h.

O Fusion mais barato agora tem câmbio automático de seis marchas – antes eram cinco -, mas não oferece opção de troca manual, esse item só está disponível no V6. Quanto ao consumo, ele é de 9,2 km/l (2.5) e 7,3 km/l (V6) na cidade e 14,4 km/l (2.5) e 11,7 km/l (V6) na estrada. A Ford diz não ter planos de oferecer uma versão bicombustível do Fusion, infelizmente.

Segurança reforçada

Com mais disposição de andar, o Fusion precisou de novos itens para manter a segurança elevada. Agora, além da tração integral no modelo V6, que distribui automaticamente a força em cada roda do carro, o sedã possui sistemas como o ESC, que controla a establilidade, Advance Trac, que coordena a tração 4WD, e freios com ABS e EBD.

O único opcional disponível para as duas versões é teto solar, que custa R$ 4 000.

Briga de gente grande

O Fusion foi o primeiro carro mexicano a fazer sucesso no Brasil. Quando foi lançado, em 2006, havia poucos modelos abaixo de R$ 100 000 na sua categoria. Com isso, o sedã tomou espaço de sedãs médios nacionais e de importados mais sofisticados.

Mas a lição foi apreendida pela concorrência e, embora seja líder ainda, o Fusion sofre com o bom desempenho de modelos como o Azera, da Hyundai, que custa menos e traz motor V6, além de um belo pacote de equipamentos. Foi isso que motivou a Ford a vender aqui o seu V6.

Não há dúvida que o Fusion continuará vendendo bem, acima de 1 000 unidades por mês, porém, a vida não será fácil como foi em 2006. Sorte do consumidor.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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