Apesar de várias montadoras acharem que outros países do BRIC (o famoso bloco das economias outrora emergentes) são referência para um produto agradar no Brasil, essa máxima muitas vezes se mostra errada - o Etios que o diga.

Mas temos exceções como o Honda City ou no EcoSport, que vendem razoavelmente bem em outros locais. A pergunta que fica no ar é: será que o novo Kwid, o compacto da Renault que substituirá o Clio, repetirá os casos de sucesso ou terá um destino triste por aqui?

Se fossemos apostar agora, sem contato com o carro, diríamos que sim, ele pode vender bem. É o que está ocorrendo na Índia, onde o hatch repete aquela situação tão desejada pelas marcas, em que a procura é maior que a demanda.

Lançado há pouco tempo no país asiático, o Kwid sumiu das lojas – nada menos que 125 mil unidades foram vendidas nos últimos três meses, uma média boa para um mercado com tantos concorrentes.

Até mesmo a tentação de aproveitar o interesse pelo carro e aumentar seu preço ocorreu com a Renault. A versão RXT, mais completa, passou de R$ 18.900 para R$ 19.500, numa conversão simples.

 
 
Renault Kwid 2016
 
Renault Kwid 2016
Renault Kwid 2016
Renault Kwid 2017
 
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
 
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
 
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
 
Renault Kwid 2017
Renault Kwid 2017
 
 

Rival do Mobi

Está nas mãos da Renault aproveitar o momento para ter um carro realmente de entrada no Brasil. Se o Kwid for barato de produzir, com espaço interno suficiente e um pacote de equipamentos decente, não será difícil superar seus rivais diretos, o up!, da VW, e o novo Mobi, da Fiat, que custam bem caro para o tamanho de suas carrocerias. Só não vale aumentar o preço...

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |