Cena improvável há alguns anos, a Fiat está presente em Detroit em 2010. Não, não há um estande com seu logotipo e nem um anúncio sobre o início das vendas de seus modelos em território norte-americano. Tudo fruto da compra da Chrysler, acertada no ano passado e que começa a dar os primeiros passos.

Um deles é o 500 BEV, versão elétrica do pequeno carro que recebeu um motor desenvolvido pela Chrysler tempos atrás. Segundo ela, o Cinquecento pode rodar 160 km com uma recarga. A Fiat aproveitou para mostrar também o Abarth 500 SS, versão esportiva do modelo com motor 1.4 turbo de 160 cv.

A outra presença italiana em Detroit espantou um pouco os presentes. É o Lancia Delta, uma versão da marca para o Fiat Bravo que recebeu identificação da Chrysler. A própria marca não admite exatamente o que pensa – batizou o modelo de “estudo de design”, talvez para sentir a receptividade que o hatch médio teria no público.

Parece que eles não aprenderam depois de terem inventado o triste Dodge Trazo C, aquele Nissan Tiida sedã grosseiramente adaptado e que esteve presente no Salão do Automóvel de São Paulo em 2008. O Delta é tão “Chrysler” quanto o Pelé é japonês.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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