Apesar de ter agradado tecnicamente, quase todos os jornalistas que tiveram contato com o City reclamaram do preço cobrado pelo novo sedã da Honda.

O modelo terminou seu primeiro mês no mercado com 2 538 emplacamentos, um bom número para um estreante. Segundo apuramos com as concessionárias da Honda, o início de vendas não foi tão promissor, sobretudo porque existiam unidades do Civic modelo 2009 nas lojas com preço muito atraente, o que gerou dúvida nos compradores.

Porém, de acordo com os vendedores ouvidos, o City já encontrou seu espaço e para isso foi necessário oferecer descontos para afastá-lo do irmão maior e mais sofisticado.

Dependendo da versão, o City sai de R$ 2 mil a R$ 3 mil mais barato que na tabela, uma situação oposta ao que se viu no lançamento do Civic e do Fit, que acabaram com sobrepreço devido à demanda alta.

A versão de entrada LX manual, por exemplo, pode sair por R$ 53 mil contra R$ 56 210 do valor sugerido pela Honda. Mesmo a versão mais procurada, EX automática, custa R$ 63 500 diante dos R$ 65 450 da tabela.

E quem anda comprando o modelo? Eis uma dúvida curiosa já que tanto o Civic quanto o Fit oferecem itens que o City não tem. Pelo que nos disseram os concessionários, o público do City não é diferente dos que compram os outros modelos da marca. Muitos casais com ou sem filhos, gente solteira e donos de Corolla acabaram levando o novo sedã para casa. O aspecto principal para isso, segundo eles, é o grande porta-malas.

Coincidência ou não, em agosto o Civic teve sua pior venda no ano: apenas 3 386 unidades e a ameça de perder o 1º lugar entre os sedãs médios para o Corolla. Como se vê, talvez o City esteja canibalizando a própria marca.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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