Quando a Hyundai decidiu entrar no segmento de compactos no Brasil tomou uma atitude inédita: desenhar um produto com a cara do público brasileiro. Até unidades dos modelos mais vendidas na época foram enviadas para a Coreia do Sul para ajudar no projeto. Desse esforço nasceu o HB20, que é produzido no país desde 2012.

O resultado nem é preciso dizer. Hoje ele é o segundo carro mais vendido do Brasil e a versão sedã só perde para o Prisma nos emplacamentos. Na época, quando perguntada se o HB20 seria exportado a Hyundai logo negou, afinal a produção mal dava para suprir a demanda interna.

Mas o mercado mudou, ou melhor, encolheu e agora exportar o modelo já não é uma missão tão difícil afinal não só está sobrando carro em Piracicaba como também o câmbio mais favorável facilitou esse negócio. Com isso, o HB20 está a caminho do seu segundo mercado de exportação, o Uruguai.

A montadora embarcou o primeiro lote de 300 unidades para o país vizinho e deve vender outros 700 carros em 2017. Não é a primeira vez que o HB20 sai do país: os paraguaios tiveram a primazia de ter o modelo à venda após o Brasil, em março.

Exportação modesta

A situação do HB20 reflete a baixa competitividade dos veículos produzidos no Brasil. Mesmo os que têm tecnologia avançada ou potencial para serem exportados acabam esbarrando nos custos elevados de produção no país além das barreiras comerciais que o país possui com a maior parte dos mercados.

Essa realidade acaba criando distorções como tornar veículos produzidos na Ásia mais baratos para argentinos e chilenos que modelos semelhantes fabricados no Brasil e que poderiam facilmente ser exportados para esses mercados. Por enquanto, temos de nos contentar com 300 unidades do HB20 indo para o Uruguai.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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