Sem fazer alarde, a Kawasaki do Brasil anunciou em seu website que trará ao País algumas unidades de seu modelo top de linha, a superesportiva Ninja H2 - o que muita gente julgava pouco provável. A H2 e sua irmã mais arisca ainda H2R foram destaques da marca no Salão de Milão do ano passado, não só pelo visual arrebatador mas por terem um compressor agregado ao motor.

A Kawasaki ainda não informou o valor, tampouco quando a moto começa a ser vendida por aqui, mas divulgou apenas que as unidades serão limitadas. No entanto, fontes ligadas à marca disseram ao iG que no final do mês de março a moto será apresentada para a imprensa especializada. Ou seja, as vendas devem começar já em maio.

O preço não deve ser baixo, especialmente com a alta do dólar. A divisão norte-americana da marca cobra exatos US$ 25 mil pela H2, cerca de R$ 75 mil sem contar os impostos. Achou caro? Ela custa metade do preço de sua irmã H2R - que não será vendida por aqui. Certamente, seria inviável importar uma moto cujo preço ultrapassaria facilmente os R$ 150 mil.

Voltando à H2, a ideia era oferecer uma moto que pudesse circular em vias públicas ou em circuitos fechados com a mesma desenvoltura, além de uma experiência de pilotagem extrema. Para isso, os projetistas partiram do zero para desenvolver a H2.

O grande destaque está em seu motor de quatro cilindros e 998 cm3 que gera 200 cv a 11.000 rpm. Mas a cereja do bolo é o supercharger acoplado ao motor, que eleva sua potência a 210 cv aos mesmos 11 mil giros. O torque é de impressionantes 13,6 kgfm aos 10.500 rpm. O compressor foi desenvolvido especialmente para a moto, com o auxílio de outras empresas como a Gas Turbine & Machinery Company e a Corporate Technology Division.

 
 
A Kawasaki Ninja H2 está chegando ao Brasil A Kawasaki Ninja H2 está chegando ao Brasil
Kawasaki Ninja H2 Kawasaki Ninja H2
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Turbo vs. Compressor

Para que o leitor entenda, um compressor é qualquer dispositivo que eleva a pressão do ar de admissão acima da pressão atmosférica. Tanto os compressores como os conhecidos turbocompressores fazem isso, o que muda é a fonte de energia de cada um. Os turbos são acionados pela massa do fluxo dos gases do escapamento, que fazem a turbina girar. Já os compressores são acionados mecanicamente, por correia ou corrente a partir do virabrequim do motor.

Feita à mão

Montada artesanalmente, as soldas do quadro feito em treliças de aço de alta tensão são feitas à mão. A suspensão dianteira é de alta performance Kayaba AOS-II com separaçãoo entre ar e óleo e a traseira é do tipo monochoque totalmente ajustável. Os freios ABS contam com discos semi-flutuantes Brembo de 330 mm de diâmetro e pinças com fixação radial e quatro pistões opostos. Na traseira o disco é simples de 250 mm.

A eletrônica atua bastante na H2 para auxiliar o piloto. Entre os principais sistemas, há controle de tração com 9 modos, sistema de ajustes do freio motor, troca rápida de marchas (quick shift) e sistema de controle de largada que ajuda a evitar empinamento e derrapagem.

No mais, a moto tem visual estonteante, a começar pela pintura prata-espelhada, exclusiva do modelo. As linhas agressivas cumprem sua função aerodinâmica para ajudar a obter estabilidade em altas velocidades. O desenho da carenagem, segundo a marca, também maximiza a refrigeraçãoo e dissipação do calor. A velocidade máxima não foi divulgada. Porque será? 

Karina Simões

Karina Simões |