A Mercedes-Benz antecipou a concorrência e revelou nesse domingo (29) todos os detalhes do SLS AMG Roadster, a versão conversível do SLS AMG cupê (e portas asas-de-gaivota). Já disponível no mercado alemão, o superesportivo ainda não tem rivais equivalentes de última geração, como devem ser as futuras versões sem capota de Ferrari 458 Italia, McLaren MP4-12C, Lamborghini Aventador e o Pagani Huayra, todos ainda sem previsão de estreia.

Este é o segundo veículo desenvolvido totalmente pela AMG, a divisão esportiva da Mercedes-Benz – o primeiro foi o SLS AMG – e que já havia sido demonstrado pela marca em testes. Todavia, apesar na nova carroceria, o novo conversível manteve toda parte mecânica de seu irmão cupê, que carrega debaixo do longo capô o motor 6.3 litros V8 de 571 cv e 66,2 kgfm de torque e o câmbio semiautomático de 7 marchas e dupla embreagem.

Embora tenha mais reforços estruturais – conversíveis torcem mais por não terem capota fixa – o SLS AMG, de acordo com a fabricante, é 40 kg mais leve que o cupê, totalizando 1.660 kg. Normalmente ocorre o contrário na conversão de cupê para roadster. A marca informa que o carro vai do 0 aos 100 km/h em 3,8 segundos e atinge 317 km/h de velocidade máxima. Já a capota retrátil, confeccionada em lona, leva 11 segundos para abrir ou fechar e pode ser acionada com o veículo trafegando a até 50 km/h.

O interior do SLS Roadster também muda pouco em relação ao primeiro SLS. O acabamento aplicado na cabine é exatamente igual, assim como detalhes de painel e bancos, sempre concha e revestidos em couro. As novidades ficam por conta dos defletores que reduzem a turbulência no cockpit em passeios de capota aberta e a instalação do Airscarf nos assentos, um sistema de calefação que lança ar quente no pescoço dos ocupantes, mantendo-os aquecidos mesmo em viagens por regiões frias com o teto aberto.

O preço inicial do novo carro da Mercedes-Benz na Alemanha é de € 195.160, cerca de R$ 445.000 sem contar impostos brasileiros e taxas de importação. A divisão nacional da marca ainda não tem previsão de quando o superesportivo conversível chega ao Brasil.

Thiago Vinholes

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