Com um novo foco voltado para os veículos mais acessíveis – como a Livina, o Tiida e,em breve, o compacto March –, a Nissan deixou de importar para o Brasil modelos como o SUV Pathfinder, o crossover Murano e o esportivo 350Z, mas essa visão pode mudar em breve.

Segundo a imprensa uruguaia, a montadora fechou uma parceria com o grupo Antelo, da Argentina, para montar em regime de CKD (em que as peças vêm do exterior) automóveis mais sofisticados da marca. O grupo Antelo é o representante oficial da Nissan tanto na Argentina quanto no Uruguai.

A operação será pequena e exigirá o investimento de US$ 20 milhões numa primeira e mais US$ 30 milhões para chegar à produção pretendida. A Nissan, no entanto, nãodeu detalhes sobre quais modelos montará nem quando a unidade começará a operar de fato, apenas que a meta inicial é de montar 20 mil unidades por ano, total que pode chegar a 40 mil quando a planta estiver completa.

A estratégia da montadora elimina o pagamento de taxas de importação que hoje respondem 35% a mais no preço dos automóveis. É o que motivou a Kia a fazer o mesmo com o caminhão leve Bongo, montado em Montevidéu.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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