A presença da Nissan em território nacional começa a ser cada vez mais sentida. A marca japonesa, parceira da Renault, está no país desde o início da abertura das importações na década de 1990, já produz veículos há algum tempo aqui, mas este ano sua linha de produtos cresceu significativamente.

Além de passar a fabricar carros de passeio pela primeira – a minivan Livina -, a Nissan investe na tecnologia flex para ficar em igualdade de condições com seus adversários. A Livina iniciou a mudança, ao ser lançada com um motor 1.6 Flex trazido da Renault, porém, introduzindo o 1.8 16V Flex, propulsor de sua própria fabricação.

Com isso, também o hatch Tiida passou a contar com a motorização, vital para quem quer ganhar participação de mercado no Brasil. A montadora apresentou esta semana a novidade, que fez os números de desempenho e consumo do hatch melhorarem.

Com 126 cv quando abastecido com álcool (2 cv a mais que antes), o motor manteve o mesmo torque anterior – 17,5 kgfm a 4 800 rpm. No entanto, a melhora no desempenho foi sentida: se antes o Tiida manual acelerava de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos, agora ele faz o mesmo em apenas 9,6 segundos usando álcool. A velocidade máxima saltou de 192 km/h para 195 km/h.

No capítulo consumo, o mais sensível nos modelos flex, utilizando gasolina, o Tiida foi levemente mais econômico na cidade – 11,7 km/l contra 11,6 km/l –, mas ficou um pouco mais gastão na estrada: 16 km/l contra 16,7 km/l, segundo dados da própria marca. Já com álcool, o carro consegue andar 7 km com um litro na cidade e 9,6 km na estrada. Todos os números são com transmissão manual.

Visual igual, itens melhores

Chama a atenção a solução adotada pela Nissan para o tanquinho de gasolina, para partidas a frio. Ele é instalado na base do para-brisa, ao lado dos limpadores. E é a única alteração visual, sem assim podemos dizer.

Mas a Nissan incrementou alguns itens no Tiida. Agora, o rádio conta com rádio MP3, travamento automático das portas em movimento e computador de bordo. Além disso, o modelo passa a oferecer três anos de garantia, um diferencial no segmento dos hatches.

O preço subiu levemente na versão de entrada. A versão S manual foi de R$ 51 190 para R$ 51 890. Já a top de linha SL, com câmbio automático, teve preço reduzido de R$ 62 590 para R$ 60 780.

Mesmo com as novidades, a Nissan está reticente quanto ao aumento de vendas do Tiida. Ela acredita em 350 unidades emplacadas por mês sendo que hoje o modelo já vende mais que isso. Não seria muita modéstia?

Ricardo Meier

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