Uma boa notícia para quem aguarda com expectativa a chegada do novo Fusion (no próximo dia 7 de maio), o sedã da Ford que ganhou visual reformulado e novos motores. O carro está mais econômico que antes. O motor 2.3 usado hoje dará lugar a um 2.5 com 175 cv de potência, 13 a mais que antes e com consumo de combustível inferior.

Mas, para a Ford, isso não é bastante, sobretudo para o mercado norte-americano, que anda avesso a carros gastões. Por isso, a marca criou uma versão híbrida do novo Fusion, que usa um motor a gasolina e outro elétrico.

A autonomia prevista do modelo é de 1 127 km, um número já considerado muito bom, porém, a empresa decidiu promover um desafio para ver se o Fusion híbrido poderia alcançar 1 000 milhas, ou 1 609 km sem reabastecimento.

Uma equipe de pilotos e engenheiros treinados para utilizar várias técnicas de economia de combustível partiu no sábado, dia 25, da cidade de Mount Vernon e dirigiu por 69 horas ininterruptas até a capital federal, Washington. Resultado: 2 327 km de autonomia com apenas um tanque.

O segredo para isso reside em pequenos cuidados no trânsito que qualquer pessoa pode fazer, entre eles, evitar movimentos bruscos como freadas repentinas e aceleração máxima, manter a distância de outro veículo e diminuir a velocidade quando próximo de semáforos. Além disso, eles evitaram o uso de ar-condicionado e mantiveram os vidros fechados em trechos de rodovia, para melhorar a aerodinâmica.

Exemplos como esse provam que a indústria automobilística, quando confrontada com uma necessidade, pode sim tornar os carros mais econômicos e limpos. Por ora, a Ford infelizmente não tem planos de trazer o Fusion híbrido para o Brasil.

Ricardo Meier

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