Com um disfarce que pouco escondeu suas linhas, o novo Honda CR-V 2018 foi flagrado na China, mercado importante para o modelo. O utilitário esportivo de porte médio manteve as formas da geração atual, mas adota elementos que são vistos hoje nos carros mais recentes da marca.

A grade, por exemplo, tem formato hexagonal, e se une aos faróis de perfil mais estreito. Os para-choques ficaram ainda mais ressaltados, mas são as lanternas que chamam a atenção por terem um volume muito grande – o disfarce, aliás, tenta brincar com o formato das lanternas da Volvo para confundir os desavisados.

Tudo indica que o conjunto será horizontal, invadindo a tampa do porta-malas e assim rompendo com as gerações anteriores, que sempre utilizaram elementos verticais.

A 5ª geração do CR-V utiliza a mesma plataforma modular do novo Civic da 10ª geração. Além disso, o SUV deve herdar os novos motores 1.5 VTEC e 2.0 VTEC, ambos turboalimentados e com injeção direta. Segundo relatos no exterior, o novo CR-V deve ser apresentado no início de 2017 e pode chegar ao Brasil ainda no ano que vem, dependendo dos estoques do modelo mexicano na rede.

 
 
Honda CR-V 2015
 
Honda CR-V atual: visual do novo lembra a 4ª geração
Honda CR-V 2015
Honda CR-V 2018 é flagrado na China
 
Honda CR-V 2018 é flagrado na China
Honda CR-V 2018 é flagrado na China
Traseira do Honda CR-V de 5ª geração deve perder lanternas verticais
 
Traseira do Honda CR-V de 5ª geração deve perder lanternas verticais
Traseira do Honda CR-V de 5ª geração deve perder lanternas verticais
 
 

Modelo de sucesso

O CR-V foi lançado pela Honda em 1995 e era um típico “SUV japonês” com medidas modestas e mais voltado ao público asiático. A segunda geração chegou em 2002 e cresceu, mas ainda preservando os traços orientais – inclusive com estepe do lado externo do carro.

Foi em 2007 que tudo mudou. A terceira geração, mais ‘ocidental’, perdeu o estepe externo, ganhou formas mais robustas e passou a ser produzida nos Estados Unidos e no México, onde trocou de lugar com o Accord. Esse CR-V fez sucesso no Brasil vindo da fábrica mexicana sem pagar impostos de importação e ainda numa época em que não havia cotas para os veículos produzidos lá.

A quarta geração, hoje vendida no Brasil, teve desempenho discreto já que obedece as cotas de importação e também porque seu preço já não é tão competitivo como antes – até agosto foram emplacados apenas 1.382 unidades, muito pouco comparado às quase 19 mil unidades vendidas em 2010.

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Fotos: Autohome

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |

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