O brasileiro Ronaldo Znidarsis, ex-presidente da General Motors da Venezuela, acaba de ser nomeado Diretor Geral de Vendas e Marketing da Chevrolet no Brasil e já  trouxe boas notícias: a GM voltará a comercializar o Omega no País. A apresentação do modelo ocorrerá durante o Salão do Automóvel de São Paulo, de 27 de outubro a 7 de novembro. “Teremos muitas novidades, como o ícone Camaro, o novo Omega, o Malibu e o 2º veículo da família Viva (picape Montana)”, avisa Znidarsis.

O Omega comercializado por aqui desde 1999, em substituição ao nacional, é fabricado na Austrália pela Holden, subsidiária da GM naquele país. Em abril último, a Holden anunciou que diminuiria o volume de produção do sedã, lá chamado de Commodore, para dar lugar a um novo modelo – não confirmando, porém, se fala de uma leve reestilização ou uma nova geração. A GM do Brasil confirma que o Omega voltará, exatamente na mesma configuração do carro que teve as importações suspensas.

Outras duas possibilidades seriam a importação dos modelos Caprice e Statesman, um pouco maiores que o Omega, ou dar ao futuro sedã a cara deles – alguns veículos australianos, inclusive, apontam o conceito Holden 60 como inspiração para uma versão 2012 do modelo.

Segundo dados da Fenabrave, em 2009 o sedã topo de linha da Chevrolet vendeu no Brasil apenas 618 unidades – sendo que entre agosto e dezembro, não chegou a dez unidades mensais. Apesar do preço de tabela ser de R$ 122.400, algumas concessionárias de São Paulo venderam as últimas unidades do carro por R$ 105.000.

Sucessor do Opala, o Omega foi durante anos sinônimo de carro executivo, mas perdeu espaço para a cada vez maior variedade de importados de luxo. Resta saber se a volta do modelo poderá vencer essa tendência.

Rodrigo Mora

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