De compacto premium, o novo Polo virou carro de mercados emergentes. Ao menos a versão sedã. A geração sucessora do Polo Sedan criado no Brasil surgiu nesta quarta-feira na Rússia após ter vazado na semana passada.

O design não surpreende, afinal as linhas retas e previsíveis do estilo criado por Walter De Silva, o chefão da VW na área, não permitem grandes arroubos de ousadia. O terceiro volume é elegante, mas não passa nem perto de sugerir o ar de cupê que está na moda. As lanternas deixaram de invadir a tampa do porta-malas como na nossa versão e perderam a solução mais prática e cara dos braços pantográficos.

Embora tenha crescido 28 litros (de 432 litros para 460 litros), o porta-malas do novo Polo Sedan acaba perdendo essa vantagem por utilizar o sistema conhecido como “pescoço de ganso”, com braços que invadem o compartimento. Um sinal claro de perda de status do carro.

Para compensar, o modelo ganhou mais espaço interno em relação à geração anterior graças ao entreeixos quase 10 cm maior. O interior da versão russa não foge muito do padrão alemão e traz uma boa novidade, um câmbio automático com opção sequencial.

Além da Rússia, também a Índia terá o novo Polo Sedan. No Brasil, tudo dependerá da produção ou não do modelo no México. Os rumores são que a Volks pretende substituir o Bora por lá, um sedã com imagem de robustez e preço barato. Mas isso significa produzir na mesma linha de montagem o novo Jetta, outro sedã que está prestes a ser revelado.

Ambos seriam bem vindos no Brasil – enquanto o Polo poderia enfrentar o City e o novo Fiesta Sedan (também mexicano), o Jetta brigaria com Corolla e Civic pelo mercado dos médios.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/