Se existe um tipo de automóvel em que a Chevrolet é especialista é o sedã. A montadora possui até hoje a mais ampla linha de modelos com carroceria três volumes sem falar que alguns de seus carros viraram case de sucesso em suas épocas. Foi o caso do Monza, o único modelo médio a liderar o mercado nacional, e do seu sucessor, o Vectra, considerado um dos mais belos carros já produzidos no país.

Mas esse tempo passou e hoje, apesar das boas vendas do Classic, a GM já não emplaca um produto desse tipo há algum tempo. Para retornar aos bons tempos, a montadora americana investe em diversos modelos como o recém chegado Malibu, o sedã médio Cruze, que será fabricado em São Caetano do Sul, e no retorno do Omega.

O sedã de luxo é outro que teve uma fase áurea no Brasil. Sucessor do Opala, o modelo foi fabricado no Brasil a partir de 1992 e foi por muito tempo o carro preferido de executivos e políticos – até mesmo o presidente da República andou no Chevrolet por muitos anos.

Conheça a seguir as versões do Omega que foram vendidas no Brasil.

1992-1998 – Ameaçada pela abertura das importações, a Chevrolet decidiu fabricar o Omega no Brasil. Em agosto de 1992 o modelo foi lançado nas versões sedã e perua, chamada de Suprema. Os motores eram o 2.0 litros usado em outros modelos da marca aqui e um seis cilindros em linha 3.0 litros com 165 cv de potência. Em 1995, a montadora substituiu ambos pelos motores 2.2 litros e uma versão moderna do 4.1 litros usado no Opala. A concorrência dos importados, no entanto, vitimou a Suprema em 1996 e o Omega nacional em 1998.

1999-2006 – Como a demanda por um modelo desse porte não justificava uma linha de montagem no Brasil, a GM decidiu importar um sedã grande e a escolha, curiosamente, caiu sobre o Holden Commodore australiano e não o Opel Omega. O Commodore usava a base do Omega, mas era mais imponente que seu colega europeu. A primeira versão trazia o motor 3.8 V6 da Buick, mas em 2005 foi subsituída pelo moderno motor de alumínio Alloytec, de 3.6 litros e 254 cv.

2007-2009 – Depois de leves facelifts, o Commodore ganhou uma nova geração em 2006 e logo no ano seguinte a GM passou a importá-lo. Projeto 100% australiano, o novo Omega havia ficado mais jovem, mais espaçoso e moderno. O motor era o mesmo Alloytec, mas a transmissão era nova. Apesar disso, esse Omega acabou perdendo o status de carro executivo e não fez o sucesso esperado – em 2008 foram 860 unidades e em 2009, apenas 618 carros.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/