Em busca de novos horizontes para seus produtos, a Opel decidiu entrar em mercados longe da Europa, onde sempre atuou. Austrália, Israel e Chile serão os primeiros países desbravados pelo braço europeu da GM, como frisou nesta quinta-feira Nick Reilly, o presidente da empresa, na abertura do Salão de Paris.

Reilly, aliás, confirmou em primeira mão para o AUTOO que a Argentina será o próximo país da América do Sul a receber seus veículos. Mas descartou uma possível venda no Brasil, o maior mercado da região: “embora tenhamos uma história longa com o Brasil, por meio dos nossos modelos vendidos sob a marca Chevrolet, é muito difícil ver a Opel lá”, disse o CEO da marca.

Ele reconheceu a importância do país, mas salientou que as soluções regionais da Chevrolet brasileira inviabilizam uma convivência entre as duas marcas, apesar da admiração que os produtos da Opel têm entre o consumidor brasileiro – Corsa, Astra e Vectra, entre eles. “Você precisa convencer o Jaime Ardila a abrir seu mercado para nós”, brincou Reilly, citando o presidente da GM na América do Sul.

Apesar da quase sair dos braços da GM, a Opel agora comemora a aceitação de seus novos modelos, entre eles o Meriva e o novo Astra, que ganhou uma versão perua esportiva e um conceito – OPC Paris – que dará origem ao Astra cupê no ano que vem. A marca também promete entrar no segmento de mini-carros a partir do final de 2012 com um modelo ainda inédito.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/