Dentro do grupo PSA, holding que controla a Peugeot e a Citroën, há um certo cavalheirismo entre os executivos. Tanto assim que seus modelos nunca são chamados de concorrentes, no máximo, veículos complementares. Se uma possui um sedã médio, ele pode ser o carro de entrada, enquanto a outra investe no veículo mais executivo.

Até mesmo certos tabus se mantêm por anos a fio. É o caso do segmento de minivans médias. Terreno tradicional da Citroën, a Peugeot nunca se atreveu a criar um rival até hoje. A marca acaba de revelar o 5008, uma minivan com porte e atributos para bater de frente com o C4 Grand Picasso.

É, na verdade, o segundo passo na investida da Peugeot – o primeiro foi o crossover 3008, mas ele não chega a ser uma minivan autêntica. O 5008, sim. Tem sete lugares, sendo dois retráteis, muita iluminação interna graças ao para-brisa panorâmico e ao teto solar que toma quase todo o carro.

Não é só. O dono do 5008 pode alterar a configuração de assentos como imaginar. Todos os bancos – exceto o do motorista, claro – podem ser rebatidos, retirados, dobrados ou deslocados. O piso do veículo possui ainda 60 litros de compartimentos para guardar de tudo, até videogame. Por falar em diversão, a Peugeot instalou dois monitores de LCD nos encostos de cabeça dianteiros, que podem ser usados para jogar ou assistir de DVD.

O pai ou mãe de família que estiver ao volante do 5008 terá um navegador retrátil no centro do console e um head-up display, espécie de visor copiado de aviões militares que mostra no para-brisa as principais informações necessárias para uma direçãosegura.

Em suma, o carro familiar por definição, uma tradição das marcas francesas que a Peugeot agora passa a oferecer. O modelo será estrela do Salão de Frankfurt, em setembro, e começa a ser vendido na Europa em outubro.

O 5008 no Brasil? Bem, vai depender da amizade local entre Peugeot e Citroën.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/