Após um intervalo de uma década, a Hilux, enfim, chegou à 8ª geração. A nova picape da Toyota foi revelada nesta quinta-feira (21) na Tailândia, espécie de meca de desenvolvimento de modelos desse tipo. O visual lembra muito a anterior, mas com toques estéticos semelhantes aos do Corolla.

De fato, a nova Hilux preserva mais que o visual da sua antecessora: a distância entre eixos é a mesmas e as dimensões pouco maiores que antes. Segundo a Toyota, foi dado mais ênfase em torná-la mais confortável e eficiente, mas sem deixar de lado a robustez, uma de suas principais virtudes.

Picape verdadeiramente global

A Hilux inaugurou uma nova era entre as picapes médias em 2005 quando abandonou o jeitão de ‘mini-caminhão’ para abraçar uma proposta mais urbana e confortável. Além do design mais elegante, o interior trazia um acabamento melhor e a fileira de assentos traseira, uma posição mais confortável que suas rivais.

A fórmula fez tanto sucesso que todas as marcas concorrentes resolveram adotá-la em seus modelos. Mesmo assim, a Hilux se manteve entre as mais vendidas do segmento nos últimos anos – no Brasil ela só perde para a S10, da Chevrolet.

No mundo, no entanto, a picape da Toyota é um fenômeno. Vendida em 180 países, ela é a ‘mais global’ da categoria, ao contrário de outros modelos, cuja venda é forte apenas em alguns mercados.

Suspensões com ajustes específicos

Mesmo assim, a Toyota diz que foi instada pelos clientes a melhorar o conforto da Hilux, além de tornar o ato de dirigir mais prazeroso. Para atender essas reinvidicações, a marca japonesa investiu em isolamento acústico, melhores materiais e até em três tipos de suspensão, conforme o uso: padrão, heavy duty (para trabalho) e conforto, para quem usa o veículo na cidade.

A Toyota também investiu numa nova família de motores cujo destaque são um 2.8 diesel com 180 cv e 45 kg de torque e outro turbodiesel 2.4 litros com 162 cv de potência. Ambos usarão uma transmissão automática de seis marchas e haverá também motores a gasolina de 2.7 litros e 4.0 litros, parecidos com os atuais.

Painel de Corolla

A nova Hilux chama a atenção pela grade maior e cromada e também pelos faróis que incorporam luzes diurnas de LEDs. É um estilo mais ‘pontiagudo’ que, juntamente com as laterais encorpadas, deve refrescar as linhas já cansadas do modelo. Exceção a traseira, que lembra muito a atual picape. A Toyota não divulgou a capacidade da caçamba, mas imagina-se que não tenha sofrido grandes mudanças.

É no interior que os clientes irão notar mais diferenças. Em vez do correto, porém, simples painel da 7ª geração, um console mais envolvente e elegante, dominado por peças escurecidas e por iluminação azulada. Alguns elementos lembram o interior do Corolla, mas a Hilux se diferencia por uma enorme tela multifunção, destacada do painel.

E mais: ao que tudo indica, a Toyota decidiu abandonar uma tradição da Hilux: o acionamento da tração 4x4 será eletrônica, por meio de botões. Apesar de toda evolução da picape, a marca relutou em eliminar o acionamento por alavanca. Na época, a decisão atendia a clientes do Oriente Médio, que não podiam depender de um recurso eletrônico em viagens pelo deserto, caso algo desse errado. Pelo jeito, até eles mudaram de ideia.

A expectativa é que a nova Hilux comece a ser produzida na Argentina no segundo semestre e lançada no Brasil entre o final do ano e começo de 2016.

 
 
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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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