Quando a indústria automobilística ainda dava seus primeiros passos diversas formas de propulsão foram testadas. Alguns construtores apostaram no vapor, enquanto outros iniciaram o desenvolvimento dos motores a gasolina. Ferdinand Porsche, em 1899 foi muito além de seu tempo e propôs, junto de Jakob Lohner, um veículo com motor a explosão e mais dois elétricos. Nascia aí o sistema Porsche-Lohner, o primeiro carro híbrido da história.

Passados 111 anos, os carros híbridos voltam a ser uma alternativa, mas desta vez focada na diminuição das emissões e do consumo de combustível. Para celebrar a data, a Porsche levará para 81º edição do Salão de Genebra, em março, uma réplica do primeiro Porsche-Lohner. Fabricando até 1906, 300 unidades do veículo foram produzidas em variados formatos, desde simples carros de passeio e para trabalho até versões de competição.

Relatos dá época apontam que o modelo, ainda no clássico formato de carruagem, era um dos autmóveis mais rápidos de seu tempo (atingia 60 km/h), mesmo carregando 1.800 kg de baterias nas primeiras versões. Os motores elétricos eram montados diretamente nas rodas dianteiras, enquanto um pequeno gerador monocilíndrico de 3,5 cv a gasolina ficava responsável pela recarga do sistema. A autonomia do veículo, nas séries finais, era de 80 km.

Thiago Vinholes

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