Em 1962, a Toyota não era sombra do que é hoje, mas teve a iniciativa de instalar sua primeira fábrica de veículos fora do Japão justamente no Brasil. Construída no berço da indústria automobilística nacional, em São Bernardo do Campo (SP), a unidade passou a produzir o utilitário Bandeirante, conhecido no exterior como J40.

Mas o que parecia ser o primeiro passo de um projeto maior de presença no país acabou tornando-se apenas uma atuação modesta da montadora japonesa que manteve apenas o velho Bandeirante em produção até 2001 sem grandes modificações.

Agora, essa aparente injustiça começa a ser corrigida. A fábrica de São Bernardo tem passado por uma fase de investimentos para voltar a participar com mais afinco dos planos da montadora no Brasil – hoje limitada a produção de peças para motores e carros no país e para o exterior. Mas o grande passo foi dado nesta segunda-feira (22) quando o chairman da Toyota mundial inaugurou o primeiro Centro de Pesquisa Aplicada no Brasil.

Desenvolvimento local

“Ele será a base para o desenvolvimento de produtos aqui no Brasil. As atividades incluem melhorias nos modelos locais, teste de emissões, análise de matérias-primas até no desenvolvimento de acessórios”, revelou Koji Kondo, presidente da Toyota do Brasil.

Para a Toyota, essa evolução deve trazer resultados visíveis. Até então, a marca dependeu do desenvolvimento no exterior de todos os modelos produzidos em território nacional, muitas vezes sem margem para adaptações para o público local.

Com o centro, a Toyota conclui mais uma etapa do plano “Reborn”, que colocou São Bernardo no mapa da empresa ao transferir a sede administrativa para o local, além de outros investimentos. Se depender do atual presidente da empresa na América Latina e Caribe, Steve D’Angelo, a fábrica ainda pode ter surpresas: o executivo americano já confessou que gostaria de ver a unidade produzindo carros ecológicos como o Prius.

Redação

Redação |