O Conselho de Administração do grupo PSA Peugeot Citroën anunciou, no último domingo (29), que Christian Streiff, Presidente Mundial da aliança, deixará seu cargo em 1° de junho, quando Philippe Varin assumirá a função.

Suas atividades, no entanto, começarão antes disso. A partir de 15 de abril, Varin passará por um período de integração para conhecer as equipes e todas as atividades do grupo.

Nesse período de adaptação, Roland Vardanega, membro do Diretório da PSA, assumirá interinamente a presidência do grupo. O Diretório é composto, atualmente, por Roland Vardanega, Jean-Philippe Collin e Grégoire Olivier.

“O Conselho de Administração julgou, por unanimidade, que as dificuldades excepcionais que atingem a indústria automobilística impõem uma mudança de gestão na direção do grupo. Estou convencido que, sob a direção de Philippe Varin, a PSA Peugeot Citroën será capaz de, juntamente com suas equipes, revelar todo o seu potencial”, disse Thierry Peugeot, Presidente do Conselho.

Philippe Varin

O novo presidente do grupo tem 56 anos de idade e desenvolveu sua carreira em dois grandes grupos internacionais: Pechiney (área de alumínio) e Corus (siderurgia).

Após graduação nas francesas Ecole Polytechnique e Ecole des Mines, ingressou na Pechiney em 1978. Ocupou diferentes cargos em várias áreas da empresa (pesquisa, controle de gestão, estratégia, direção de projetos), até a nomeação como Diretor da Divisão Rhenalu, em 1995, e, depois, Diretor do Setor de Alumínio e membro do Comitê Executivo, em 1999.

Convidado, em abril de 2003, a assumir, em Londres, a direção do grupo siderúrgico anglo-holandês Corus, na época em dificuldades, Varin liderou a recuperação da empresa tanto no plano industrial quanto no financeiro. Sob sua liderança, o grupo passou de uma situação de grandes perdas para uma posição de lucro.

Em resposta à consolidação da indústria siderúrgica e para assegurar condições para o desenvolvimento do grupo, Varin organizou uma bem sucedida aproximação da Corus com a Tata Steel, em março de 2007. Após a união das empresas, a Tata Steel pediu para ele ficar dois anos à frente do grupo para realizar a integração.

Redação

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