Mais recente tentativa de emplacar um sedã médio no Brasil, a Renault lançou oficialmente nesta semana o Fluence, sucessor do Mégane II, que deixou de ser produzido no Paraná. Mas o país escolhido pela marca francesa foi a Argentina, não por coincidência, local onde o novo sedã será fabricado.

Questão de custo: produzir carros no Brasil para exportar para outros países da América Latina é caro, basta lembrar que a Nissan prefere importar para a Argentina a picape Frontier feita na Tailândia e não a que é montada aqui. Com isso, nossos vizinhos voltam a ter a primazia nesse segmento, como ocorria anteriormente com modelos como o Renault 19 e 21.

Maior e mais sofisticado, o Fluence será oferecido com duas opções de motores – 1.6 e 2.0 – e três de câmbio, um manual de cinco marchas para o 1.6, outro manual de seis marchas para o 2.0 e um CVT para a versão top do modelo. Este conjunto, por sinal, é o mesmo usado no Nissan Sentra, vendido no Brasil, e terá versão flex aqui.

A expectativa da Renault é vender cerca de 800 carros por mês na Argentina, mais do que a montadora conseguia no Brasil com o Mégane II nos melhores tempos – lembrando que nosso mercado muito maior que o do vizinho.

Mégane turco

Mas os argentinos terão mais uma novidade da marca este ano, o Mégane III hatch. A geração mais recente do modelo será importada da Turquia para cobrir essa lacuna no portfólio da Renault – o Mégane II hatch não chegou a ser fabricado no Brasil e o Fluence não nasceu com possibilidade de ter uma versão hatch.

Enquanto nossos hermanos desfrutam do Fluence, o brasileiro precisar esperar até fevereiro de 2011 para vê-lo nas lojas da marca aqui. Quanto ao Mégane III hatch, existe uma pequena esperança já que a Renault planeja vender a minivan Scénic III em 2011.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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