São tantas novidades que envolvem o lançamento do Renegade que já se pode dizer que o SUV da Jeep é o veículo mais aguardado de 2015 no Brasil. Desde o ano passado sob a guarda da FCA, a holding que uniu a Fiat e a Chrysler, a Jeep retorna ao país a partir do dia 10 de abril, quando começarão oficialmente as vendas do Renegade, outro marco ao ser o primeiro Jeep produzido fora dos Estados Unidos.

E o objetivo do fabricante não é nada modesto: ser líder entre os SUVs compactos, posição ocupada hoje pelo EcoSport, da Ford. A Jeep não revelou como fará isso, mas iG apurou com concessionários que objetivo de venda é de 50 unidades por mês numa rede que terá 120 lojas a partir do mês que vem. Numa conta simples, 6 mil carros, aí incluídos os modelos importados.

O desafio é grande. A Jeep, embora seja uma marca conhecida mundialmente, tem um papel apagado no mercado de luxo. Como o Renegade deve custar a partir de R$ 70 mil, ele chegará a clientes que nunca levaram a marca em consideração. Ou seja, é preciso deixar claro que agora a Jeep é acessível a mais gente. Não é à toa que a FCA tenha iniciado a campanha de divulgação há alguns meses.

Diesel e transmissão de 9 marchas

Para dar conta da esperada demanda, a Jeep abrirá até o dia 10 de abril 75 novas lojas – além das 45 já existentes. Elas estarão distribuídas por todo território nacional, algumas vendendo toda linha e outras apenas o Renegade. Até o final do ano esse número saltará para 200 pontos de venda.

 
 
Sérgio Ferreira, diretor geral da Jeep no Brasil: meta ambiciosa para o mercado de SUVs Sérgio Ferreira, diretor geral da Jeep no Brasil: meta ambiciosa para o mercado de SUVs
Jeep abrirá 120 lojas no Brasil a partir de abril. Até o final do ano serão 200 Jeep abrirá 120 lojas no Brasil a partir de abril. Até o final do ano serão 200
Lojas da Jeep venderão o Renegade e algumas outros modelos da linha Lojas da Jeep venderão o Renegade e algumas outros modelos da linha
 
 

Enquanto isso, a fábrica de Goiana, em Pernambuco, já produz o Renegade desde o dia 19 de fevereiro. A meta é ter todas as versões – entre a flex manual 1.8 e a turbodiesel automática de nove marchas – até o final de abril em todas as concessionárias.

A unidade pernambucana tem capacidade para produzir 250 mil unidades por ano e é a mais moderna da FCA no mundo. De lá sairão outros modelos do grupo, entre eles uma suposta picape média para a Fiat e possivelmente outro produto da Jeep, ainda sem informações claras, mas que consta de uma apresentação feita a investidores em 2014.

Com visual cheio de referências ao estilo Jeep, como a grade de 7 colunas, o Renegade apostará na empatia e no espírito aventureiro para se destacar de outros rivais como o HR-V, da Honda, um dos mais fortes candidatos da categoria.

Sergio Marchionne, presidente da FCA, sabe da importância da marca americana em seu grupo. Ela é a única delas que pode ser considera global e por isso os planos preveem vender cerca de 2 milhões de carros da Jeep em 2018, mais de cinco vezes o volume obtido em 2009, quando a Fiat passou a ser sócia da marca. O Brasil, segundo a empresa, é parte vital desse projeto, mesmo numa fase ruim da economia. Nas planilhas da FCA, nosso mercado responderá por nada menos que um terço do crescimento mundial da marca. Nada mal para um país com vendas em queda.

Confira a avaliação do Jeep Renegade no iG a partir do próximo dia 24.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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