Sai um brasileiro, entra um argentino. É essa a solução encontrada pela Renault para mais uma vez tentar vingar no segmento dos sedãs médios, um dos mais disputados do mercado e onde a Honda e, principalmente, a Toyota dominam há vários anos.

A partir de fevereiro, o Mégane II, lançado em 2006 e produzido no Paraná, sai de cena para a chegada do Fluence, um modelo de projeto coreano (feito pela subsidiária Samsung) em cima da plataforma do Mégane III francês e que será fabricado na Argentina.

É ele que será a estrela do estande da Renault no Salão do Automóvel, que terá até transmissão ao vivo pela internet. Embora suas linhas sejam mais do que conhecidas, a marca faz mistério em seu site, onde promove uma contagem regressiva para o dia da revelação.

O Fluence tem como filosofia um projeto mais tradicional e de visão global. Exotismos, por exemplo, não têm espaço, como se vê na manopla do freio de estacionamento, comum – ao contrário do manche de avião do atual Mégane. Mas não esperem por grandes surpresas. Os motores serão os mesmos atuais e o ganho estará mais no espaço e nos equipamentos já que o acabamento é melhor, mas nada marcante.

Aliás, o Fluence foi escolhido pela Renault para ser o maior elétrico de sua linha na versão Z.E, mas essa, por enquanto, ficou restrita à Europa.

Esportivo no nome

Outro destaque da Renault no salão paulistano é o Sandero GTLine, uma versão de visual esportivo do hatch compacto, com rodas, adesivos e máscaras nos para-choques e faróis. O motor é o mesmo 1.6 16V da versão normal.

Para quem espera ver o Duster, o jipinho esportivo da Renault, uma má notícia. O modelo será lançado em setembro de 2011, mas não aparecerá no salão para não ofuscar o lançamento do Fluence.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/