Superesportivos no Brasil são carros raramente usados como deveriam ser. Sem as famosas autobahns da Alemanha, donos de Audis, Porsches e Ferraris param nos 120 km/h nas estradas, velocidade que poderia ser quase triplicada se não existissem limites físicos e legais. A solução, portanto, é levá-los para uma pista. E é o que têm feito alguns milionários brasileiros na GTBR3, categoria que reúne lendas como Lamborghini Gallardo, Dodge Viper, Aston Martin DBRS 9, Ford GT, entre outros.

As novas estrelas

Recentemente, essa frota dos sonhos ganhou dois concorrentes de peso: Audi R8 LMS e Mercedes-Benz SLS AMG GT3. O esportivo das quatro argolas chegou esse ano, vencendo já na estreia. As alterações para o modelo de rua são mínimas: todo o interior é modificado, já que os bancos são extraídos (exceto o do piloto, claro) e entra em cena uma forte estrutura de proteção em caso de acidentes. Os demais equipamentos também são retirados e só ficam os instrumentos essenciais ao piloto. Suspensão, rodas e freios também mudam, configurados para uma condução realmente de pista. Sob o capô, o mesmo bloco V10 de 5.2 litros e 520 cv.

Já a o Mercedes SLS AMG homologado para corridas guarda no cofre um motor 6.2 V8, de 571 cv. As alterações são praticamente as mesmas – destaque para o avantajado aerofólio traseiro e o tanque de combustível com capacidade para 120 litros. Mas para brincar com um desses o investimento é alto: € 397.460, cerca de R$ 900.000.

Stock Car x GT3

Tanto os carros da Stock Car quanto os bólidos da GT3 estão sob a categoria de Turismo, aqueles carros construídos a partir de um modelo de rua. Mas, mecanicamente, eles são bem diferentes. Enquanto aqueles que correm na GT3 praticamente nasceram para as corridas, os da Stock apenas levam uma carcaça de lembra o carro de produção. Sob a “bolha” de Chevrolet Vectra ou Peugeot 307 Sedan está um chassi tubular, cercado por uma carroceria de fibra de vidro – e não um monobloco, como o veículo que sai de uma linha de produção.

Mercedes-Benz SLS AMG GT3 e Audi R8 LMS parecem resgatar seu DNA: o de carro feito para as pistas, e não estradas – mesmo que forem autobahns.

Rodrigo Mora

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