Motor 2.0 boxer com injeção direta e turbo: 240 cv de potência Motor 2.0 boxer com injeção direta e turbo: 240 cv de potência
Por enquanto, o WRX só está disponível com câmbio automático Por enquanto, o WRX só está disponível com câmbio automático
WRX: diversão garantida WRX: diversão garantida
Abertura no capô não é enfeite, diz a Subaru Abertura no capô não é enfeite, diz a Subaru
Agora, WRX existe apenas na versão sedã Agora, WRX existe apenas na versão sedã
Luzes de LEDs estão entre as novidades da nova geração Luzes de LEDs estão entre as novidades da nova geração
Tração integral é de série desde a versão comum Tração integral é de série desde a versão comum
Sedã perdeu o nome Impreza e agora é apenas WRX Sedã perdeu o nome Impreza e agora é apenas WRX
Apesar do caráter esportivo, o WRX também serve para a família. O porta-malas tem 460 litros Apesar do caráter esportivo, o WRX também serve para a família. O porta-malas tem 460 litros
Escapamentos duplos de série Escapamentos duplos de série
Apesar de ser uma nova geração, o WRX continua a ter um visual característico Apesar de ser uma nova geração, o WRX continua a ter um visual característico
A cor azul é outra tradição do carro A cor azul é outra tradição do carro
Faróis de xenônio do WRX Faróis de xenônio do WRX
A assinatura WRX na lateral do carro A assinatura WRX na lateral do carro
Bancos de couro com costura vermelha: acabamento é muito bom Bancos de couro com costura vermelha: acabamento é muito bom
Espaço é bom no banco de trás, mas tração integral exige um túnel alto no assoalho Espaço é bom no banco de trás, mas tração integral exige um túnel alto no assoalho
Painel do WRX: volante com assistência elétrica Painel do WRX: volante com assistência elétrica
Partida por botão do WRX Partida por botão do WRX
A transmissão CVT engana: parece um retrocesso, mas ela dá conta do recado A transmissão CVT engana: parece um retrocesso, mas ela dá conta do recado
Ajuste do diferencial é feito pelo motorista Ajuste do diferencial é feito pelo motorista
O WRX não deixa você esquecer do lado esportivo O WRX não deixa você esquecer do lado esportivo
Marca STI reproduzida até nas pinças dos freios Marca STI reproduzida até nas pinças dos freios
O inconfundível aerofólio do WRX STI não deixa dúvidas sobre o espírito do carro O inconfundível aerofólio do WRX STI não deixa dúvidas sobre o espírito do carro
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A sigla STI significa Subatu Tecnica International A sigla STI significa Subatu Tecnica International
Cockpit do WRX STI Cockpit do WRX STI
Câmbio manual de seis marchas do WRX STI Câmbio manual de seis marchas do WRX STI
Os modos de direção (SI-Drive) e o controle manual de diferencial Os modos de direção (SI-Drive) e o controle manual de diferencial
 
 

Faça uma busca no Google pelas palavras ‘WRX 2016’. O buscador mostrará cerca de 1,4 milhão de resultados. Agora faça o mesmo com ‘WRX Need for Speed’: você verá o dobro de páginas na internet.

Dá para entender a força que o modelo da Subaru tem nos games há vários anos. A fama no ambiente virtual transcende o real e quando temos a chance de andar no modelo verdadeiro, a lembrança dos consoles é imediata, afinal será que o sedã esportivo é assim tão divertido?

A resposta é um sonoro sim! Confesso que fui um tanto comedido à pista da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo. O local abriga um circuito particular que pertenceu ao falecido empresário Alcides Diniz, irmão de Abilio, ex-dono da rede de supermercados Pão de Açúcar.

Ela serviu para que Alcides desfrutasse de alguns carros da sua coleção como um Ford GT40 e um Mercedes usado no campeonato DTM, apenas para citar dois deles. O circuito, no entanto, é estreito e um tanto intimidador para um mero jornalista automotivo.

Geralmente andamos em carros comuns nela, mas às vezes há a rara chance de acelerar algo mais, digamos, apropriado. Foi o caso dos novos WRX e WRX STI. Eles preservam a tradição do visual rebuscado e cheios de apêndices esportivos, incluindo a enorme entrada de ar para o radiador no capô e o ainda maior spoiler traseiro na versão STI.

O interior, embora sisudo como em todos os carros da marca japonesa, agora oferece alguns recursos mais ‘digitais’, mas nada aqui lembra o conforto de um Corolla, embora o Impreza, que dá origem à essas versões, seja um concorrente à altura do Toyota – caso fosse vendido numa versão mais despojada.

A graça do WRX está na tração integral plena, no motor boxer turbo com injeção direta e, claro, no ajuste especial para divertir.

De cima para baixo

A chance de domar as duas feras foi pequena e curta: duas voltas em cada um deles. Para ‘meu azar’, comecei pelo STI. Câmbio manual, motor 2.4 litros com 310 cv e 41,5 kg de torque máximo, além de diferencial que pode ser controlado pelo piloto-motorista.

Até aí outros carros têm pacotes semelhantes, mas o STI traz ainda freios Brembo com discos ventilados nas quatro rodas de aro 18.

Tivemos que andar nos carros com capacete e acompanhados por um piloto a fim de não estragar a brincadeira. Para um mero mortal como eu começar nesse Subaru acabou me deixando um tanto assustado, confesso.

Gritando alto e com o torque surgindo do nada, lá fui eu para a pista temendo pelo pior. Já dirigi carros mais potentes, mas o STI me impressionou pela agressividade. Ele não faz nada sem emoção, até uma curva a 50 km/h parece ser uma manobra violenta. Um dos ‘culpados’ é a relção de marcha que transforma a 2ª num soco no estômago. Praticamente contornei as curvas iniciais com ela engatada, dosando sua ignorância e ainda sobrando potência para usar.

Ao entrar na reta, de cerca de 550 metros, minha confessa falta de talento ainda permitiu chegar a 145 km/h no final dela. O STI é, sem dúvida, intimidador.

Joystick na mão

Pulo para o WRX, a versão ‘normal’, com 270 cv e 35,7 kg de torque que chegam mais cedo no 2.0 litros. A transmissão? Uma caixa CVT com oito velocidades virtuais batizada de Lineartronic.

Sem graça, né? Pelo contrário. O WRX é o mais perto que vi de um Need for Speed. Graças ao câmbio automático e o paddle-shift, mortais como eu podem se concentrar no traçado e aí a coisa ficou interessante.

Se não tem a agressividade do STI, o WRX não nega fogo e acelera de forma empolgante pelo circuito. E mais: a tração integral, chamada de Symmetrical All-Wheel Drive pela Subaru, não deixa o carro escorregar, cantar pneu nem nada – claro, nas mãos de um piloto de araque.

O ponto alto é a confiança que o carro lhe dá, graças à estabilidade e às velozes trocas virtuais do câmbio CVT, quem diria. A direção, assim como no STI, é elétrica e extremamente direta. Orientado pelo piloto ao meu lado, me empolguei e brotou uma vontade de andar cada vez mais rápido, à medida que ganhava confiança, mas a brincadeira já chegava ao fim.

Ou seja, é como se estivesse sentado no sofá na frente da TV. Ou melhor, quase igual, afinal em casa não sentimos a força G nem precisamos usar capacete...

Preço do console

A Subaru resolveu trazer o WRX e o STI de volta apesar dos impostos pesados que eles pagam. A ideia é aproveitar o crescimento do mercado de luxo no Brasil, além da ausência de muitos concorrentes – o finado Lancer Evo que o diga.

Os preços, já anunciados, são os seguintes: R$ 147.900 para o Subaru WRX e R$ 194.900 para o WRX STI. São valores mais em conta que um Audi S3 ou, provavelmente, do prestes a chegar ao Brasil RS3, no caso do STI, dois rivais diretos. Ao menos na vida real, não é preciso ganhar tantas corridas para levar um deles para casa.

Ficha Técnica Subaru WRX
Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |