Recém de volta ao mercado brasileiro, a marca japonesa Suzuki colocou à venda seu mais novo modelo, na verdade, uma versão mais potente do Grand Vitara, seu utilitário esportivo de maior sucesso no mundo. A nova opção se diferencia pelo motor V6 de 3.2 litros e 232 cv de potência, mais adequado à proposta do modelo, um dos poucos que ainda busca atender a quem quer um off-road autêntico.

Visualmente, o V6 se difere do 2.0 litros pelos faróis de xenônio e pelos lavadaores do conjunto óptico. Mas o Grand Vitara só está disponível com câmbio automático de 5 velocidades e opção seqüencial – o 4 cilindros pode ser adquirido com transmissão manual.

Com preço de R$ 119 900, o Grand Vitara V6 deve disputar clientes com o Toyota RAV4, Honda CR-V e Captiva V6 que, embora mais baratos, ou não oferecem motorização tão potente ou não tem a mesma capacidade off-road.

Início turbulento

A volta da Suzuki ao Brasil, na onda do crescimento do mercado, acabou sendo menos promissora do que o empresário Eduardo Souza Ramos esperava. Representante da Mitsubishi no país, Souza Ramos resolveu dar uma chance para a marca japonesa, que tinha boa imagem entre seus consumidores, mas que abandonou repentinamente sua operação em 2003.

Em outubro, pouco antes do Salão do Automóvel, a marca começou a vender o Grand Vitara 2.0. À frente da operação, Alexandre Câmara, ex-piloto de corridas, mas já em dezembro, com a crise financeira se alastrando, Souza Ramos resolveu incorporar a estrutura da marca à Mitsubishi para reduzir seus custos. Um novo presidente assumiu – Alfredo Sestini Filho – com a missão de tornar a marca viável.

Em março, por exemplo, com apenas dois modelos à vendas – além do Grand Vitara, o jipinho Jimny -, o volume comercializado saltou para 226 unidades, o que a coloca como a 18ª marca mais vendida do país.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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