O Fiat Punto já teve dias melhores. Lançado em 2007 e re-estilizado em 2012, o hatch mantém boas qualidades, mas insiste em erros que o deixam em desvantagem, principalmente com uma concorrência mais moderna, como o Ford New Fiesta, e mesmo entre alguns modelos coadjuvantes no segmento, como o Peugeot 208.

O Punto é uma opção mais completa, superior e melhor projetada que o Palio. Na sua linha, possui desde uma versão bem fraca, com o motor 1.4 flex de 85/88 cv, até a esportiva T-Jet, com o 1.4 turbo de 152 cv – principal concorrente do recém lançado Renault Sandero RS. Nós avaliamos aqui a intermediária Essence, com o 1.6 flex de 115/117 cv. Nessa configuração, o Punto tem preço inicial de R$ 51.270, mas pode chegar aos R$ 68.162 como o nosso completão aqui.

Eu tento, senhor. Eu juro que tento!

O Punto agrada quem gosta de dirigir. A localização dos pedais é boa e a direção, com coluna regulável em altura e profundidade, torna mais fácil a tarefa de encontrar a melhor posição de dirigir. Mesmo utilizando uma calibração de suspensão mais voltada ao conforto, o hatch contorna bem as curvas, ajudado pelas rodas aro 16” e os pneus de perfil mais baixo, 195/55. O espaço interno segue a média do seu segmento, com espaço para quatro pessoas com certo conforto e porta-malas de 280 litros.

O motor 1.6, mesmo que tenha sido adotado pelo Punto em 2011, tem características de motor mais antigo. Ele ainda não oferece, por exemplo, comando de válvulas variável, fazendo com que ele entregue um comportamento nas acelerações de motores 16V “velhos”, exigindo maior rotação e pressão no acelerador para se obter melhor desempenho. Isso pode parecer legal se você ficou empolgado com a característica esportiva do Punto, e ele realmente anda bem em giros mais altos, mas irá reclamar na hora de abastecer.

 
 
Fiat Punto Essence Dualogic Fiat Punto Essence Dualogic
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Meu problema é um robô

 

Até aí você deve estar se perguntando qual o problema do Punto Essence. O mais chato está em um opcional de R$ 3.764: o câmbio automatizado Dualogic. As trocas antes da hora e os momentos de indecisão ainda habitam o modelo, diferente do Bravo e do Uno que aceitaram bem a atualização do câmbio automatizado.

Ele não entende que o motor 1.6 gosta de girar alto para fazer o carro andar bem. As trocas acontecem cedo demais em alguns momentos e, em outros, tarde demais. As trocas até que são suaves, levando em conta que estamos falando de um câmbio automatizado de embreagem simples. Na hora de uma subida mais íngrime, coloque o câmbio na opção manual e prepare para diminuir a marcha por conta própria, antes que o motor perca força e faça o Punto quase parar no meio do caminho para engatar a primeira marcha.

Tirando o câmbio, fica bom

O Punto Essence tem boa lista de equipamentos. Entre os opcionais, estão o teto-solar duplo e a central multimídia Uconnect e Uconnect NAV. Com a tela sensível ao toque de 5”, o modelo finalmente possui um sistema decente de conectividade, inclusive com navegador GPS, comandos por voz e respostas rápidas. Fazem falta nesta lista um ar-condicionado automático (que o Peugeot 208 possui) e os controles de tração e estabilidade, como o Ford New Fiesta oferece de série a partir da versão 1.6 SE.

Se quiser um bom hatch premium, o Punto vale a visita e uma boa negociação na concessionária. Quer abrir mão da embreagem? É melhor ir na Ford ou na Peugeot mesmo.

Redação |