Começou com a polêmica envolvendo o extintor de incêndio. A decisão do Contran de que todos os carros de passeio e comerciais leves deveriam contar com o dispositivo de segurança do tipo ABC a partir de 1º de outubro de 2015, desencadeou uma corrida para as lojas, muitas filas e vários consumidores ainda foram obrigados a pagar valores abusivos para adquirir o equipamento de segurança e se livrar de uma possível multa. Antes da data, contudo, o Governo voltou atrás e disse que o extintor não seria mais um item obrigatório nos veículos citados, causando revolta em muita gente que se sentiu, com razão, lesado (a). Na década de 1990 também tivemos outra polêmica, a do “kit de primeiros socorros”, outra decisão que não levou a nada e causou muita confusão. 

Claro que, da mesma forma que erra muito e mostra uma certa insegurança dada à volatilidade das decisões, não podemos esquecer de algumas decisões importantes de quem regula o tema no país, como a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e a dura lei que instituiu o freio com sistema ABS e o airbag duplo frontal como item de série nos veículos.

A partir de julho deste ano seremos obrigados a trafegar com os faróis acesos também durante o dia em rodovias, uma medida que, sem dúvida nenhuma foi provada por vários especialistas como algo que colabora com a segurança não só do motorista, como também para os outros veículos ao redor ao facilitar o famoso “ver e ser visto”. 

Só que atualmente, pensando justamente nisso, várias montadoras passaram a equipar seus carros com luzes diurnas, geralmente de LED, que tem o objetivo justamente de suprir essa função dos farois ao longo do dia. Hoje em dia, quando dedicamos grandes esforços para que os carros utilizem menos combustível e emitam menos poluentes, o ato de andar com os faróis ligados colabora com um sensível, porém real, aumento no consumo. Bem mais eficientes, as luzes diurnas de LED (ou DRL, Daytime Running Lights, na sigla em inglês), além de durarem bem mais não afetam tanto a demanda por energia e, consequentemente, impactam menos no consumo de combustível do motor. 

Antes mais comum de serem encontradas em modelos de luxo, as luzes diurnas encontram-se bem mais difundidas e modelos nacionais, como o Citroën C3 (foto acima), contam com o equipamento. Logo, se a ideia era pensar na segurança, não seria mais interessante aprovar uma lei no sentido de tornar obrigatória a luz diurna nos carros comercializados no país? Dessa forma não só estaríamos mais sintonizados com a tecnologia e o desenvolvimento dos carros, como a medida também iria colaborar com a segurança durante todo o deslocamento dos veículos, estejam eles em uma estrada ou na cidade. 

E você, o que achou da obrigatoriedade do uso do farol baixo nas estradas? 

César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

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