Além dos motores a diesel, automóveis equipados com propulsores a gasolina do grupo Volkswagen também podem apresentar níveis de emissões de poluentes acima do permitido. No início de novembro, a VW revelou que 800 mil novos veículos apresentam emissões irregulares de CO2, sendo que do total 98 mil eram modelos a gasolina.

Até então, apenas o motor 1.4 litro ACT (equipado com recurso para desativação de cilindros), que equipa o Volkswagen Polo na Europa, aparecia como o bloco afetado. Porém, seguindo um novo informe da fabricante, foram identificados mais 430 mil carros das marcas Audi, Seat, Skoda e Volkswagen de ano/modelo 2016 equipados com o software malicioso. E entre esses modelos estão outros modelos equipados com motores a gasolina.

Agora a lista inclui também o 1.0 litro TSI de três cilindros do Polo, Seat Ibiza e Leon, 1.8 TSI de quatro cilindros dos Seat Leon SC e Sport Tourer e o 2.0 TSI de quatro cilindros, que equipa o Volkswagen Golf e Passat.

O escândalo teve início em setembro deste ano, quando a EPA (Environmental Protection Agency), responsável por fiscalizar as legislações ambientais nos Estados Unidos, identificou que 11 milhões de unidades do Grupo VW, com motores 1.2, 1.6 e 2.0 turbodiesel da linha EA 189 foram equipados com um software capaz de reduzir o nível de emissão de poluentes em testes.

No Brasil, a Amarok com motor 2.0 TDI apresenta o programa fraudador e deverá ser reparada a partir do ano que vem. 

Redação

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