Além da GM, Nissan e VW já têm prazo para abandonar carros a combustão

Gigantes globais investirão cada vez em conjuntos propulsores alternativos para se tornarem neutros na emissão de carbono
Volkswagen ID.3

Volkswagen ID.3 | Imagem: Divulgação

O anúncio da GM na última quinta-feira de que a partir de 2035 nenhum veículo de suas marcas chegará ao mercado com motores a propulsão foi muito impactante, em especial por deixar claro que a medida envolve não só os EUA, seu país-sede, mas todos os locais onde o conglomerado atua, incluindo o Brasil com a marca Chevrolet. Até 2040, a GM estabeleceu que toda a sua operação será livre da emissão de gases poluentes. 

Mas também vale a pena citarmos outras gigantes globais que estabeleceram prazos para dar adeus ao veículos a combustão em suas gamas e tornarem todas as suas atividades neutras na emissão de carbono.

Uma delas é a Nissan, que, nesta semana, “definiu o objetivo de atingir a neutralidade das emissões de carbono em todas as operações da empresa e no ciclo de vida de seus produtos até 2050”. Seguindo a mesma linha da GM, a fabricante japonesa acrescenta que “como parte deste esforço, até o início da década de 2030 todos os novos veículos comercializados pela Nissan em mercados-chave serão eletrificados”. Para a companhia, os mercados-chave em questão englobam Japão, China, Estados Unidos e Europa. 

Interessante destacar que o Nissan Leaf foi o primeiro carro elétrico comercializado em massa no mundo, somando atualmente mais de 500 mil unidades vendidas ao redor do mundo desde seu lançamento no fim de 2010. Em seu comunicado desta semana, a Nissan acrescenta que vai promover inovações em baterias, incluindo de estado sólido e tecnologias relacionadas, para desenvolver veículos elétricos mais eficientes e com custos mais competitivos. Aqui no Brasil, a fabricante conta com um interessante projeto de célula de combustível que utiliza etanol para gerar a eletricidade utilizada pelo veículo. 

A empresa também trabalha em paralelo para a expansão do desenvolvimento das motorizações híbridas e-Power, solução que deve chegar também ao Kicks nacional

Os esforços recentes de diversas montadoras rumo à descarbonização de suas atividades e linha de produtos está em grande parte relacionada com as diretrizes do Acordo de Paris, que busca a neutralidade nas emissões de carbono em escala global até 2050. 

O limite em questão também figura como meta para o Grupo Volkswagen e todas as 12 marcas que integram a companhia. A empresa, aliás, foi a primeira fabricante global a se comprometer com o compromisso estabelecido pela ONU. 

Volkswagen ID.3 2021
Volkswagen ID.3 2021
Imagem: Divulgação

Em documentos recentes da gigante alemã, o grupo se compromete a tornar neutro na emissão de carbono “no mais tardar” até 2050. Atualmente a empresa conta com mais de 120 fábricas ao redor do mundo e produz cerca de 11 milhões de veículos por ano. O Grupo Volkswagen anunciou que trabalha em projetos totalmente novos para seus modelos com o objetivo de "atender aos mais recentes padrões da eletromobilidade". Um bom reflexo disso pode ser visto em sua nova gama ID. Ela é baseada em uma arquitetura pensada para automóveis 100% elétricos (MEB) e está presente no ID.3, compacto vendido na Europa e produzido em Zwickau, na Alemanha. Em breve ele será seguido pelo ID.4, o primeiro SUV elétrico da Volkswagen. 

Por fim, em seu mais recente plano de negócios, a Renault se comprometeu, até 2025, a oferecer “a linha de veículos mais verde da Europa”, para tanto apostando em soluções como carros elétricos ou movidos a célula de combustível (hidrogênio) para fazer a transição de energia entre os modelos com propulsão térmica rumo aos veículos de emissão zero. 

Assim como estabelecido pela GM, certamente todas as operações das demais marcas citadas aqui no Brasil também vão estar alinhadas com os objetivos de suas matrizes. Portanto, o futuro elétrico pode estar bem mais perto do Brasil do que estávamos esperando. Uma excelente notícia!

Nissan Ariya 2021
Nissan Ariya: conceito antecipa SUV elétrico da marca
Imagem: Divulgação