Associação revela quais são os melhores (e os piores) dispositivos para transporte de criança

Algumas marcas de sistemas de retenção infantil deixam a desejar em segurança
Cuidado na hora de escolher o melhor assento de retenção infantil

Cuidado na hora de escolher o melhor assento de retenção infantil | Imagem: Reprodução internet

O Programa de Avaliação de Sistemas de Retenção Infantil (PESRI) divulgou nesta quinta-feira (28) uma nova rodada de avaliação envolvendo onze sistemas de retenção infantil (SRI) comercializados no Brasil, Argentina, México e Uruguai, além de outros países da região.

De acordo com o PESRI, cada dispositivo de retenção passa por uma bateria de avaliações envolvendo o comportamento das cadeirinhas e demais recursos em impactos laterais e frontais, além de uma avaliação da facilidade de uso dos SRIs, o que resulta em uma classificação por estrelas.

Na avaliação mais recente nenhum SRI obteve a classificação máxima de cinco estrelas, sendo que apenas três modelos alcançaram quatro estrelas nos testes, todos com o sistema de fixação Isofix. Os dispositivos melhor avaliados foram o Joie Spin 360, o Kiddo Adapt e o Bebesit Suppersport.

“A maioria das cadeiras do mercado na América Latina é instalada e presa ao veículo com cinto de segurança. Isso aumenta a probabilidade de instalação incorreta devido à folga ou a perda de ajustes após vários dias e depois de uma instalação bem-sucedida. A maioria dos veículos que circulam nas ruas da região não está equipada com ancoragens Isofix; no entanto, é cada vez mais comum que novos modelos de veículos ofereçam Isofix como padrão. As ancoragens Isofix permitem que o SRI seja rigidamente instalado no carro, se o veículo estiver equipado com essas ancoragens Isofix. Elas contribuem para reduzir drasticamente o uso indevido e a instalação inadequada e, assim, melhorar significativamente a segurança”, destaca a PESRI.

Nos testes dinâmicos, foram registradas altas cargas na criança, movimentos indesejáveis do dummy ou alguns SRIs que entraram em colapso, o que resultou em um alto risco de lesão que levou a pontuações baixas. Vários SRIs mostraram falhas graves no impacto frontal: os arneses do Styll Baby Bebe Conforto, Bb Protect Rodacross, Love 2026Briccone poltrona e Prinsel Matrix quebraram quando foram testados, gerando baixos resultados. Além disso, o Prinsel Strada recebeu pontos de penalidade, pois o encosto foi gravemente danificado no impacto frontal.

A proteção contra impactos laterais ainda não é legalmente exigida na América Latina. A maioria dos SRIs avaliados oferece proteção insuficiente ou não proporciona proteção contra impacto lateral: as asas laterais não têm tamanho suficiente e/ou o material de enchimento está ausente. Portadores de bebê Cosco Bliss e Styll Baby Bebe Conforto, bem como o OK Baby Safe Trip 1 e Prinsel Strada registraram altas cargas na cabeça e/ou no peito do dummy, devido à ausência de asas laterais de bom tamanho e/ou enchimento suficiente. Essa falta de proteção lateral nos SRIs é agravada se for considerado que a proteção do impacto lateral nos automóveis também não é exigida pelos governos.

As instruções para o usuário são um ponto de atenção. O uso correto do SRI determina o nível de proteção. Rotas incorretas das correias, folga nos arneses ou no cinto do veículo, SRI inadequado (por exemplo, tamanho ou orientação incorreta) podem ter sérias consequências para as crianças, independentemente das qualidades de proteção dos bancos quando usadas de maneira adequada. Nestes testes houve baixos desempenhos, por exemplo, o BB Protect oferece uma má sinalização do cinto e não possui a etiqueta de advertência do airbag para assentos instalados voltados para trás.

"Para os consumidores, é importante incentivar o uso do SRI voltado para trás para crianças pequenas pelo menos até um ano e, quando possível, até os três anos. Como a maioria dos veículos no mercado latino-americano não possui proteção adequada contra impactos laterais, quando são utilizados boosters o PESRI recomenda o uso deste tipo de assento com encosto para melhorar a proteção contra impactos laterais. Qualquer ser humano abaixo de 1,35 m deve usar algum tipo de SRI", destaca o PESRI em comunicado.   

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