Os 34 exemplares emplacados em setembro já denunciavam que o Cobalt, o novo sedã compacto da Chevrolet, está na boca do forno, mas as fotos do leitor Wanderley Rodrigues confirmaram que o modelo já roda em sua versão definitiva.

Ao contrário do Cruze, um projeto mundial nascido na Coréia do Sul e vendido também na Europa e EUA, o Cobalt foi pensado para o mercado de países em desenvolvimento. Ele utiliza os componentes do Opel Corsa D europeu, mas tem construção mais simples, embora deva oferecer uma série de equipamentos pouco comuns ao segmento.

Também é grande, mais espaçoso que o Corsa Sedan e quase do tamanho do Astra Sedan, os quais irá suceder ao mesmo tempo. Se o visual lembra o hatch Agile – sem nenhuma relação entre os dois -, o interior foi baseado no modelo Aveo (Sonic nos EUA). Estão lá o painel de instrumentos meio digital meio analógico e o console central avançado.

Parente do Aveo?

Como é possível notar nas imagens do leitor, o Cobalt está pronto, com pintura metálica e rodas de liga leve, denunciando uma versão topo de linha. Os faróis lembram bastante os do Agile e possuem o mesmo descompasso em termos de proporção que o hatch. A lateral possui linha de cintura alta que deixa as janelas estreitas e confere esportividade do modelo. Curiosamente, a Chevrolet optou por maçanetas basculantes, mais baratas que as do Agile. Acredita-se que o Cobalt terá, além do motor 1.4 Econo.Flex, uma versão com o motor 1.8 Ecotec, isso num futuro não muito distante.

Apesar de lançar o Cobalt em novembro, a GM também prepara outro compacto mais equipado para 2012. É o Aveo, já citado acima. Pela semelhança de interior não é difícil imaginar que a montadora possa ter optado por vender o Cobalt na versão sedã por ter mais espaço interno, e reservado o Aveo hatch para disputar espaço com os modelos mais esportivos como o Punto e o recém-chegado New Fiesta hatch.

Agradecemos ao leitor Wanderlei Rodrigues pela contribuição.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/